O novo projeto do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), ‘Álbum de Família’, com estreia confirmada para terça-feira (22), às 20h, propõe uma criação coletiva com histórias coletadas a partir da relação das famílias dos próprios bailarinos.
A montagem fica em cartaz até 28 de novembro, sempre às terças, quartas e quintas-feiras, às 20h, com entrada gratuita. A coreografia é assinada pela bailarina Fátima Berenguer, com assistência de Dina Tourinho. O BTCA é mantido pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult), através da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e do TCA.
O máximo de 40 espectadores por sessão confere um tom intimista ao novo projeto do BTCA, que tem seu início já na área externa do teatro. A montagem inova e ousa na sua proposta, já que transitará por diversos ambientes do Teatro Castro Alves.
Através do elevador de carga, o público é convidado a percorrer os diversos andares e espaços deste grande complexo cultural, que com esta proposta de encenação itinerante poderá ser visto ou conhecido a partir de uma nova perspectiva.
A dramaturgia, que transita livremente pelo universo de Nelson Rodrigues (1912-1980), foi construída pelo premiado ator Fábio Vidal, que atuou em espetáculos como ‘Seu Bomfim’, ‘Salmo 91’ e ‘Sebastião’, sendo nesse último vencedor do Prêmio Braskem de Teatro, na categoria Melhor Ator.
A direção artística do projeto é do paulista Jorge Vermelho, atual curador artístico do BTCA, que assina ainda a cenografia e a iluminação do novo projeto desta companhia de dança com 32 anos de trajetória artística e dezenas de espetáculos no seu repertório.
Segundo Vermelho, ‘Álbum de Família’ ousa na interseção das linguagens, relacionando-se sem pudor com o teatro, a música, a instalação e a performance, “oferecendo um novo registro ao BTCA, que avança na busca de sua identidade e descoberta de outras possibilidades artísticas”.
Discussão de questões sociais
Em ‘Álbum de Família’, os bailarinos contam histórias, produzem imagens, discutem o papel da mulher na sociedade e na família, questionam o antigo e o presente regime patriarcal, apontam para novas formações de organização familiar, entre outros focos.
“O fio condutor deste trabalho, que transita pelos espaços internos e íntimos do TCA, dá-se através de diversas gerações da fictícia e arquetípica família S. Rodrigues. Transitamos pelo universo de Nelson Rodrigues e percorremos situações de encontros de família, como festas, enterros, jantares, despedidas e nascimentos”, explicou Vidal, que foi convidado para costurar a dramaturgia desta nova montagem.
A pesquisa para criação do novo espetáculo envolveu a participação de todos os bailarinos do grupo, que puderam colaborar ao dividir relatos e histórias vividas no ambiente familiar de cada integrante.

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