Profissionais do Hospital Roberto Santos vencem Prêmio de Boas Práticas
O cirurgião-dentista Mizael Magalhães Cardoso, do Ambulatório de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, e o endocrinologista Luiz Américo Pereira Câmara, que atua na UTI Geral, integrantes do corpo funcional do Hospital Geral Roberto Santos, arrebataram, respectivamente, o 2º e o 5º lugar do Prêmio de Boas Práticas de Trabalho no Serviço Público, edição de 2013. A premiação ocorreu ontem (22) à noite, em solenidade no Teatro Castro Alves comemorativa ao Dia do Servidor Público, que transcorre em 28 de outubro.
“A Última Porta”, projeto que abrange a odontologia hospitalar voltada para pacientes com necessidades especiais, mostra o trabalho desenvolvido pela equipe de Bucomaxilo do HGRS. O próprio Mizael Cardoso conta como ele surgiu. “Percebi que não havia atendimento a esses pacientes de forma completa em outros lugares. Ao longo de cerca de dez anos, nosso atendimento foi se tornando diferenciado em Salvador e Região Metropolitana e outros municípios, distantes até 700km da capital, passaram a mandar pacientes”, afirma.
O nome do projeto foi escolhido, segundo Mizael, quando alguém comentou que os pacientes iam em vários lugares sem conseguir atendimento até que chegavam ao HGRS. “Somos, realmente, a última porta onde eles batem, já que nem todos os profissionais têm perfil para lidar com esses pacientes. Mas é compensador quando vemos o brilho nos olhos dos familiares após verem sorrindo um paciente que passou a noite chorando com dor, e quando constatamos que toda a saúde do paciente e também seu humor e relacionamento com a família melhoraram após tratarmos a parte bucal”.
Uma testemunha desse trabalho é Ana Rita, mãe de Fernando que, por conta de um problema na tireoide, parece uma criança de cinco anos, embora seja um adolescente de 14: “A equipe é maravilhosa. A primeira vez que trouxe Fernando foi para uma cirurgia, agora estou vindo para a limpeza e tratamento geral. Depois da cirurgia, ele ficou cem por cento, o trabalho de dr. Mizael é muito bom e, como mãe de uma criança especial, acho o projeto muito bom, mesmo”. “O projeto Última Porta é a esperança para quem nasceu quase sem esperança”, arremata Maria Amélia Brito, odontóloga, cirurgiã-dentista e bucomaxilo, membro da equipe.
Praticidade e economia
O projeto desenvolvido pelo endocrinologista Luiz Américo Câmara também é voltado para a melhoria da assistência aos pacientes do Hospital Geral Roberto Santos, embora de forma indireta. É o Sistema de visualização de exames laboratoriais na UTI Geral do HGRS, que sintetizou em uma tela de computador ou em apenas uma ou duas folhas de papel uma infinidade de dados sobre os pacientes que passam por terapia intensiva. A economia de papel reflete em benefícios ao meio ambiente e a economia de tempo em maior disponibilidade junto ao paciente.
“Há cerca de quatro anos, quando comecei a trabalhar no HGRS, pegava dezenas de folhas de exames numa planilha, e gastava 30 minutos ou mais para sistematizar as informações. Como conheço um pouco de informática, resolvi criar um sistema que fornecesse esses resultados de forma mais prática e segura, evitando erros decorrentes da análise manual. Como temos, na UTI, 22 pacientes, com três ou quatro folhas de exames para cada um, eram mais de 70 folhas no total; agora, são só três ou quatro folhas ao todo”, informa Luiz.
O sistema também identifica exames alterados (fora do normal), permitindo ao médico direcionar o tratamento de acordo com o resultado apresentado. Com os resultados facilmente visualizados, o ganho de tempo é considerável, e tempo é uma preciosidade nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). “Sobra mais tempo para examinar e avaliar o paciente”, diz o endocrinologista, satisfeito quando constata que o sistema já está sendo utilizado em outras partes do Hospital.
“O programa é importante porque compacta todos os dados dos exames e culturas, que são muitos em uma UTI, onde o trabalho é bastante complexo e exige decisões rápidas e minuciosas. Conseguir ter esses dados rapidamente e com segurança facilita muito nossa atividade, eu trabalho em outros locais e gostaria que neles também houvesse um programa assim”, corrobora o médico clínico José Leonam, plantonista da UTI Geral. “Para cada paciente, eram 30 a 40 minutos passando as folhas de exames; agora, é num click”, resumiu.
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