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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Especialistas dão dicas de como usar a parcela do 13º salário que deve ser paga esta semana



Quem trabalha com carteira assinada vai receber até 30 de novembro a primeira metade da parcela do 13º salário e especialistas dão algumas dicas de como utilizá-la de forma proveitosa.

Usar o 13º salário para pagar dívidas, em primeiro lugar aquelas com as maiores taxas de juros (cartão de crédito e cheque especial), porém reservando parte do valor recebido para a quitação dos impostos do começo do ano como Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) é a primeira grande dica.

Eles também recomendam cautela nos gastos com compras e viagens para que no mês de março não seja registrado o tradicional aumento da inadimplência “Não adianta limpar o nome e se endividar de novo", indica o educador financeiro.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determina que o 13º salário deve ser pago ao trabalhador em até duas parcelas, sendo a primeira até 30 de novembro e a segunda até o dia 20 de dezembro.

Entretanto, o valor deve ser gasto com cautela “o consumidor que está inadimplente deve procurar limpar o nome, buscar os credores e usar a primeira parcela do 13º para honrar as dívidas atrasadas ou se não conseguir quitá-las integralmente usar os recursos na renegociação”, afirma Luiz Rabi, economista da Serasa.

Rabi esclarece que, se o consumidor não está com o nome em listas de proteção ao crédito, ele deve usar as parcelas do 13º para aproveitar as festas de fim de ano, mas não se esquecendo de poupar para o início do ano que vem.

Segundo o economista e professor Alessandro Zanoli Bernardo, o consumidor deve reservar parte do 13º para o pagamento dos impostos do começo do ano e guardar de 10% a 20% em uma poupança e só então utilizar o restante para as compras de Natal.

Antes de gastar o trabalhador deve se lembrar que “todo ano acontece a mesma coisa e parece que o consumidor não aprende. No mês de março sempre há um aumento da inadimplência porque as pessoas não se programaram para gastos com impostos, matrícula de escola, material escolar, além de parcelas que ainda sobraram das compras de Natal. É preciso guardar para esse período. É importante fazer um bom planejamento financeiro, manter uma reserva para esse período muito crítico de pagamentos para evitar a inadimplência”, alerta Rabi.

De acordo com Bernardo devido à elevação da taxa básica de juros (meta Selic), que subiu pela 5ª vez seguida em outubro e chegou a 9,5%, é importante que qualquer recurso extra seja utilizado primeiramente para a quitação de dívidas já existentes, priorizando as dívidas mais altas “É imprescindível que o consumidor não entre no rotativo do cartão de crédito e não caia na tentação do pagamento mínimo mensal”.

De acordo com balanço de novembro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), as dívidas com as taxas de juros mais altas atualmente são aquelas decorrentes de cartão de crédito, com taxa de 9,37% ao mês ou 192,94% ao ano; seguidas do cheque especial (7,92% ao mês ou 149,59% ao ano); empréstimo pessoal por financeiras (7,42% ao mês ou 136,06% ao ano); empréstimo pessoal por bancos (3,14% ao mês ou 44,92% ao ano); e CDC para financiamento de automóveis concedido por bancos (1,64% ao mês ou 21,56% ao ano).

Segundo o consultor de finanças pessoais Ricardo Borges, aqueles que não têm dívidas e quer lucrar com o 13º salário, mas talvez tenha que retirar o dinheiro em menos de um ano, a opção é o rendimento da caderneta de poupança, que não cobra imposto de renda e rende cerca de 6% ao ano.  

Para quem pode retirar o valor só depois de dois anos, ele indica investimentos em títulos do Tesouro Direto pré-fixados, aqueles em que a rentabilidade é definida no momento da compra e o investidor sabe exatamente o valor que irá receber se ficar com o título até a data de seu vencimento, como as LTN e as NTN-F. “Atualmente, essas letras com vencimento em 2017 têm rendimento de cerca de 11,8% ao ano bruto e cerca de 10% com os descontos do imposto de renda, valor muito superior à poupança”, afirma Borges.

Ele não indica que o investidor de um valor pequeno e sem experiência invista na bolsa de valores, uma vez que poucas empresas estão pagando rendimentos altos nesse momento. Ele indica que esse não seja o momento de comprar dólares. “A bolsa de valores agora é para investidores experientes, que conhecem o mercado. O dólar também está instável e sofrendo grande intervenção do Banco Central (BC), então o ideal é não especular com a moeda”, fecha.

Da redação, Andréia Barros
Imagem web.

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