Expositores da Bienal do Livro Bahia fizeram muitas reclamações da última edição do evento. Público baixo, poucas vendas e até falta de água, fizeram a Bienal não corresponder às expectativas.
Antônio Cedraz, autor e desenhista da história em quadrinhos “Turma do Xaxado”, conta que o público só aumentou no final de semana. “aqui trabalhamos com livros infantis e até quinta-feira o movimento foi bem baixo”, lamenta.
Jovelino Santos, representante da “Carta Capital”, cita que a bienal foi muito abaixo do esperado “público muito ruim, fraco”, queixa-se.
Jovelino e Cedraz são unânimes ao afirmar que a Bienal é um dos eventos mais importantes para o incentivo à leitura.
Para Jovelino, a Bienal como um evento que propõe dar à população acesso aos livros, deveria ser trabalhada formas de atrair ao público “ela é um evento cultural, mas por falta de atrações direcionada à cultura, não estamos com a presença de público esperado”, pontua.
De acordo com Santos, a Bahia tendo grandes nomes na cultura e literatura, deveria haver mais lançamentos e temáticas com grandes nomes políticos e escritores no evento a fim de atrair o público.
Jovelino supõe também, como uma das causas do baixo índice de público a mudança da data do evento “a feira era dia dois de outubro, mudaram para novembro, período de festa, de comprar roupa, eletrodoméstico, reforma de casa, as pessoas não querem comprometer o dinheiro com livro”, indica.
Entretanto, para Gleybron França, da Editora global, a feira foi um sucesso “a venda de material infantil e pedagógico foi elevada. Os “vale-livros” cedidos pelo governo incentivaram bastante as vendas”, comemora.
A Bienal contou também com espaços para debates, oficinas, exposições, apresentações de peças, poesia, cordel, além de lançamentos de livros.
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