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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Fertilização in vitro aumenta a produção leiteira

Fertilização in vitro aumenta a produção leiteira na Bahia com apoio da Laticínios Davaca

A Laticínios Davaca está subsidiando o projeto de fertilização in vitro - FIV para produção de bezerras leiteiras de alta genética para seus produtores. O projeto permite produzir bezerras Girolandas ou Guzolandas de altíssimo padrão genético, com preço reduzido. Além de aumentar o potencial para a manutenção de uma média de até 16 litros por dia, enquanto a produtividade diária média do Estado da Bahia é de cerca de cinco litros de leite por animal.

Para o diretor de operações da empresa, Lutz Lima, o projeto é voltado para os produtores parceiros da indústria. “Neste projeto inovador, a indústria tem como parceira a Consulte Tecnologia de Embriões. Visamos a excelência genética e a alta produtividade para o dia a dia do produtor de leite”, explica Lima.

Segundo o diretor, este é um momento revolucionário. “Trabalhamos com alta genética exclusivamente para a produção de leite. O produtor parceiro tem condições extremamente favoráveis para realizar a FIV. A prenhez sexada e confirmada aos 60 dias é uma garantia deste projeto. Um produtor de pequeno porte, com cada matriz deste nível em produção, consegue faturar de R$ 400,00 a R$ 500,00 mensais”, conta.

De acordo com Lutz Lima, a popularização do sêmen sexado e o desenvolvimento de novos equipamentos eletrônicos e mecânicos contribui para a realização de procedimentos de FIV, diretamente no campo, e com isso é possível produzir uma prenhês de fêmea F1 pelo custo de um bezerro macho de descarte.

O processo da FIV
O óvulo imaturo (ovócito) das doadoras Gir Leiteiras ou Guzerá P.O. Leiteiras de excepcional genética para a produção são coletados através de uma guia acoplada em ultrassom. Logo em seguida este material é enviado para o laboratório de fertilização in vitro, onde é realizada a maturação deste óvulo até o estágio de recebimento dos espermatozóides. Com apenas uma dose de sêmen sexado consegue-se fertilizar os óvulos de até 20 vacas, produzindo em média 50 embriões.

Neste ponto, o produtor escolhe o touro holandês provado para leite, baseando-se em características como produção de leite das filhas e conformidade de úberes e pernas.
Devido ao custo próximo de R$ 200,00 cada, é viável a oportunidade de uso de touros com maior valor econômico e genético, o que normalmente não se viabilizaria na inseminação comum. Para o sêmen sexado, geralmente são necessárias duas doses por gestação, gerando um custo total de R$ 400,00 por prenhês de touros superiores.

“A fertilização do óvulo é realizada em incubadora dando ao embrião condições de temperatura, umidade e atmosfera similares ao útero de uma vaca. Oito dias após a coleta, o embrião é colocado dentro de um palhete idêntico ao de inseminação, já pronto para a implantação na receptora”, explica Lutz Lima.
Com um processo de indução hormonal já amplamente utilizado na técnica de IATF (inseminação por tempo fixo), faz-se o preparo da receptora, em média 10 dias antes do implante. A receptora do embrião pode ser qualquer vaca ou novilha saudável e apta a ser inseminada ou coberta.

A transferência do embrião é realizada como uma inseminação comum no tronco da fazenda, sem quaisquer outras exigências. Segundo o diretor, “todo o manejo após a transferência para a obtenção de bons índices de gestação é o mesmo de uma vaca inseminada ou coberta, principalmente através da boa alimentação, utilização de sal mineral e manutenção de vacinas”, conclui Lutz Lima.

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