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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Amor e carinho no cuidado ao portador do mal de Alzheimer

O amor e o carinho de toda a família no cuidado ao portador do mal de Alzheimer, é de grande importância para proporcionar conforto e bem estar ao parciente, no desenvolvimento da doença. 

Sabemos que o mal de Alzheimer, é uma doença crônico-degenerativa, por enquanto ainda incurável, que produz atrofia progressiva do cérebro, ocasionando a perda das habilidades de raciocinar, memorizar, compreender e se comunicar socialmente, interferindo no comportamento e personalidade do indivíduo. 

Ao entender que o paciente não tem responsabilidade nem controle no avanço da enfermidade, é que compreendemos o quanto é importante a atenção, paciência, apoio e o amor dedicado pela família, no auxílio à execução das suas tarefas. Ele passa a precisar cada vez mais da ajuda de outras pessoas. Nessa hora, começam a surgir momentos de angústia, dúvida, medo, revolta, desânimo e depressão no paciente, por perceber a perda da sua capacidade de cuidar-se sozinho.

A partir do diagnóstico da doença, o paciente necessitará da ajuda e acompanhamento de uma equipe multiprofissional composta de: geriatra, neurologista, médico da família, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, entre outros. A família precisa buscar a ajuda desses profissionais para saber como lidar com esta situação. Existem também grupos de apoio ao familiar-cuidador de pessoas com Alzheimer, que também contribuem para a superação das dificuldades enfrentadas desde o momento do diagnóstico até as etapas mais avançadas da doença.

O cuidado diário com o paciente, incluindo a ida aos profissionais que o acompanham, deve ser dividido com todos os membros da família, pois isso acarreta para as pessoas grande desgaste físico, emocional e financeiro. Por isso a doença de Alzheimer pode ser considerada uma doença da família. 

Quando for possível, a contratação de um cuidador para auxiliá-los é de grande valia, pois o envolvimento emocional de quem cuida, pode lhe provocar uma série de angústias nas mudanças de fases da doença como: medo da perda, culpa, raiva, depressão, frustração e desenvolvimento de doenças como o estresse. Quando não houver possibilidades de contratar um cuidador para auxiliá-los e esse cuidado ficar ao encargo de um familiar, todos os demais precisam se unir no apoio e atenção não só ao paciente, mas também ao cuidador.

Cuidar é um ato de amor!

Até a próxima!
Eli Castro

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