A manhã deste domingo (19) foi de muito congestionamento em Piatã.
Em protesto contra a 'Operação Verão', cerca de 200 barraqueiros queimaram sanitários químicos, pneus e pedaços de madeiras, interditando a Avenida Octávio Mangabeira nos dois sentidos.
As chamas atingiram um veículo que estava estacionado próximo à manifestação.
Os barraqueiros informaram que cerca de 60
pessoas que trabalhavam na área de Piatã foram prejudicadas com a 'Operação
Verão' “nós queremos trabalhar, não somos ladrões, ontem estávamos trabalhando
e o rapa veio pegar nossas coisas”, conta a barraqueira Larissa Coutinho, 17.
A operação, que apreendeu neste sábado (18) aproximadamente
340 equipamentos irregulares nas praias entre o Porto da Barra e Piatã, contou
com 40 fiscais da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), 20 guardas
municipais e dez PMs.
Entre os equipamentos apreendidos ontem estão
freezers, churrasqueiras, sombreiros, cadeiras, mesas e materiais cortantes
utilizados por barraqueiros e ambulantes.
Em Piatã, um trailer que vendia alimentos e
bebidas também foi rebocado. Durante a abordagem, foram detectadas
também terceirizações de licenças, o que é proibido, além da cobrança de mesas,
cadeiras e estipulação de consumação mínima, práticas ilegais ou que ainda
serão regulamentadas pela prefeitura. Também foi verificado se os ambulantes
possuíam autorização municipal para trabalhar na faixa de areia ou no calçadão.
A operação será efetivamente punitiva após a
entrega dos kits praia, prevista para o próximo domingo.
Caso sejam pegos sem a licença para trabalhar na
praia, a Semop solicita que os comerciantes desmontem suas estruturas e
recolham os produtos, mas, se o responsável pela barraca não for identificado,
ou se houver resistência em seguir a determinação dos fiscais, as mercadorias
são apreendidas.
Entretanto, os barraqueiros alegam que estão
sendo expulsos mesmo com o cadastrado da Semop “os vendedores com muitos anos de barraca
estão sem ter condições de trabalhar, fomos enganados, fizemos toda a
documentação pedida pela prefeitura e mesmo assim estamos nessa perseguição
diária”, conta uma manifestante que não quis se identificar.
Edmilton Paxeco e Joel Vasconcelos, com 25 e 30
anos de trabalho em praia, contam que estão perdendo mercadorias por conta das
ações e que a documentação feita a pedido da prefeitura, que daria legalidade
para trabalhar na praia, não está tendo utilidade “o rapa está vindo todos os
dias, mesmo com o cadastro estamos sendo expulsos, não somos ladrão, precisamos
trabalhar”, afirmam.
Ouça o áudio com líderes do manifesto, Edmilton
Paxeco e Joel Vasconcelos.
Da redação, Andréia Barros
Da redação, Andréia Barros
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