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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Medicalização excessiva pode se tornar problema de saúde pública

Medicalização excessiva pode se tornar problema de saúde pública, afirma psiquiatra
Para Fabiana Nery, do Espaço Holos, falta de diagnóstico médico preciso resulta em tratamento de patologias inexistentes.

O uso de remédios para tratar patologias interpretadas de forma equivocada, sobretudo pela falta de diagnóstico preciso, pode se tornar um problema de saúde pública no Brasil. O alerta é da psiquiatra Fabiana Nery, do Espaço Holos, diante do aumento do que é caracterizado como medicalização excessiva, processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Ou seja: o tratamento de processos ou comportamentos sociais e culturais em crianças, adolescentes ou adultos com quadro de patologias psiquiátricas.

Usado para combater o Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o metilfenidato, medicamento comercializado com os nomes Ritalina e Concerta, é uma das substâncias que têm gerado preocupação por causa do seu alto grau de consumo entre os jovens.

Segundo pesquisa divulgada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2013, o uso do metilfenidato por crianças e adolescentes na faixa etária dos 6 aos 16 anos aumentou 75%.

Também conhecido como "droga da obediência", o metilfenidato tem atuação sobre o sistema nervoso central.  De acordo com a psiquiatra Fabiana Nery, é aí que mora o perigo, caso o paciente não tenha recebido o diagnóstico médico correto acerca de determinada patologia.

"Nem toda pessoa inquieta ou sem concentração tem o TDAH. Às vezes, pode estar sendo medicada por alguma falha na avaliação. Outra questão importante é que a alteração observada pode ainda representar outras patologias psiquiátricas ou não. E, sendo assim, o diagnóstico diferencial se torna fundamental para um tratamento adequado", explica.

ANTIDEPRESSIVOS
Com relação ao sentimento de tristeza ocasionado pelo término de um namoro, por exemplo, a especialista afirma que tentar tratar o quadro com medicamentos antidepressivos em muitos casos pode ser em vão.

“O antidepressivo é uma medicação específica, em geral utilizada para quadros patológicos como depressão ou ansiedade. Muitas vezes a tristeza é reacional ou reativa a alguma situação, mas pode ser interpretada, de forma equivocada, como um quadro depressivo e patológico", diz.

Conforme Fabiana, o uso indevido de tais drogas pode desencadear efeitos colaterais como dor de cabeça, náusea, sonolência, aumento de peso, além da chamada "virada maníaca", que é quando o paciente depressivo apresenta uma aceleração psicomotora. “Por outro lado, uma questão importante é a utilização de subdoses de antidepressivos que podem ter como consequência o surgimento de quadros depressivos mais crônicos.”

PARA EMAGRECER

Considerados pela psiquiatra como uma "questão antiga", os medicamentos para perda de peso também podem ser nocivos à saúde. "Medicamento nunca deve ser o tratamento inicial ou principal para redução de peso. Para emagrecer, em geral, a indicação são exercícios físicos e reeducação alimentar. Acreditar que vai emagrecer utilizando uma substância só faz com que os malefícios se sobreponham ao benefício", diz a especialista.

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