O Centro Histórico de Salvador é um dos principais pontos turísticos do Brasil, com o maior acervo barroco fora da Europa. Reúne construções dos Séculos XVII a XIX e fervilha pelas manifestações da cultura popular baiana. Ao caminhar por suas ruas encontra-se a junção da história, da cultura, com animação típica do povo baiano.
Tudo começou com a chegada de Tomé de Sousa que estabeleceu os primeiros limites da cidade, onde hoje está a Praça Castro Alves até Santo Antonio Além do Carmo. A localização foi estratégica, por ser uma região alta, próxima do porto e da área comercial. Possuidora também de barreiras naturais (uma muralha de 90 metros e 15 quilômetros de extensão), o que facilitava a defesa da cidade.
Atualmente o Centro Histórico está dividido em três áreas principais: da Praça Municipal ao Largo de São Francisco, Pelourinho e Largo do Carmo, finalizando com o Largo de Santo Antônio Além do Carmo.
No Século XVII foram construídos os principais monumentos, igrejas, solares, entre eles: o Palácio do Governador, o Terreiro de Jesus, a Casa da Câmara e Cadeia, as igrejas do Carmo, Santa Teresa e Ordem Terceira de São Francisco. Nesse período, também foram erguidos os sobrados e construções que formaram o conjunto arquitetônico que se conhece como Pelourinho. Tudo num estilo que marca a transição renascentista para o barroco.
Unesco - Por abrigar monumentos da época do Brasil Colônia, o Centro Histórico de Salvador foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1984, numa área de 80 hectares. No ano seguinte, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) declarou o sítio como Patrimônio Histórico da Humanidade.
Pelourinho
Parte integrante do Centro Histórico e apelidado de “Pelô”, o sobe e desce pelas ruas e ladeiras do Pelourinho, o agito dos passantes, a alegria das baianas tipicamente vestidas diferem dos processos de apogeu e degradação que o sítio histórico atravessou em séculos anteriores.
O termo Pelourinho, como na Europa, era um instrumento de punição para os delitos comerciais, para a aplicação das sentenças a açoites públicos, muito usados em escravos no Brasil. Como demonstração de força frente aos escravos, os senhores construíram um “pelourinho” no centro da cidade, instalando-o no largo, em frente à construção que é hoje a Casa Jorge Amado.
A partir daí, o “pelourinho” virou referência na cidade e se popularizou, passando a referi-se ao conjunto arquitetônico entre o Terreiro de Jesus e a Igreja do Passo.
Entre os Séculos XVI e XIX, o Pelourinho era moradia da aristocracia soteropolitana. Por isso, o grande número de igrejas num espaço geográfico pequeno e a arquitetura rebuscada. Com o fim da escravidão, o local atraiu artistas e boêmios, tornando-se também num centro cultural.
A partir da década de 60, do século passado, o Pelourinho passou por um processo de degradação político, social e econômica. Abandonado, muitas de suas construções e monumentos tornaram-se ruínas. Em 1991, foi iniciado um projeto de restauração do Centro Histórico, sobretudo, do Pelourinho. Com o sítio revitalizado e reestruturado, desenvolveram-se lá atividades econômicas e culturais.
Praça da Sé
Hoje uma bela praça que guarda horizontalmente relíquias históricas do passado da Sé da Bahia.
Escavações arqueológicas deixaram a mostras às fundações da Velha Sé, o que resultou também na criação de quatro sítios arqueológicos.
A área começou a ser ocupada em 1553 quando foi erguida a Velha Sé da Bahia, um dos mais importantes templos das Américas na época. No Século XVII, a igreja serviu de fortaleza contra os invasores holandeses, mas perdeu sua condição de Sé em 1765.
Foi demolida para dar lugar aos bondes e trilhos da Companhia Linhas Circular de Carris da Bahia, no ano de 1933. Transformara-se numa praça que abrigada bondes e o Belvedere da Sé. Com a inauguração do Terminal da Lapa, em 1982, a praça decaiu. Passou por uma revitalização que tanto trouxe à tona o passado de apogeu, como recebeu um novo monumento, a Cruz Caída, de autoria de Mário Cravo.
As ocupações ao se expandir para a beira-mar fizeram nascer à divisão de Salvador entre cidades Baixa e Alta. A ligação complicada entre as duas partes levou a abertura de ladeiras, caminhos e a construção de guindastes. Em 1872, as obras do Elevador Parafuso foram concluídas.
Passou a ser o meio de transporte mais importante entre as duas partes da cidade. Inicialmente operava com duas cabines. Foi construído pelo comerciante Antônio Lacerda, utilizando peças de aço vindas da Inglaterra. Batizado de Elevador Hidráulico da Conceição da Praia, popularmente conhecido como Elevador Parafuso, que, em 1896, foi renomeado de Elevador Lacerda.
Ao longo de sua história passou grandes reformas e revisões, tornando-se num dos principais cartões-postais de Salvador. Em 1930 adicionaram-se mais dois elevadores e uma nova torre. Nos anos 80, do século passado, ocorreu uma revisão na estrutura de concreto. Em 2006 foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
O Elevador Lacerda tem 72 metros e duas torres: uma que sai da rocha e perfura a Ladeira da Montanha, equilibrando as cabines, e outra, mais visível, que se articula à primeira torre, descendo até o nível da Cidade Baixa.
Dotado de quatro cabines climatizadas, o elevador mais famoso da Bahia transporta cerca de 900 mil passageiros por mês. É gerenciado pela Superintendência de Transporte Público (STP), da Prefeitura Municipal de Salvador.
Autor: SMCS







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