Em assembleia na manhã desta quarta-feira (26) promovida pelo SINDPOC (Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia) os escrivães, investigadores e peritos técnicos de Polícia Civil da Bahia decidiram, por unanimidade, reafirmou a luta pela conscientização dos colegas policiais civis de não trabalhar em plantão de carnaval com valores aviltantes de R$ 152,00 diurno e R$ 184,00 noturno.
A decisão do COPE – Conselho de Políticas de Recursos Humanos do Estado da Bahia, somente foi deliberado em 04 de fevereiro de 2014, mantendo os valores do plantão de carnaval no nível médio, pois a estrutura remuneratória da Lei 7.146 de 27 de agosto de 1997 que estabelece paridade entre as carreiras de Investigadores, Perito Técnico e Escrivães com o posto de Soldado da Polícia Militar (Lei 7.145/1997).
A negociação iniciou em setembro de 2013 e se encerrou ontem (25/02/2014), e apesar das negociações com os Secretários da Administração e Fazenda do Estado da Bahia reconhecerem a necessidade de valorização para nível superior da categoria policial civil, o Secretario da Segurança Pública Maurício Teles Barbosa finalizou dizendo que não iria modificar qualquer valor e nem tampouco redução da jornada de trabalho, utilizando para isso argumento técnico de igualdade entre as remunerações das carreiras supracitadas, conforme parecer técnico da Lei 7.146/1997 e Lei 7.145/1997.
Os Policiais Civis que estão participando do movimento de saída do plantão de carnaval, mesmo sofrendo com baixos salários e coação de algumas chefias, demonstram consciência profissional, política e ainda deram um basta na cultura equivocada de medo na obrigatoriedade nos serviços extraordinário. Os frutos dessa conquista serão colhidos no futuro, pois eles estão juntos com o SINDPOC, não com objetivo de medir forças com a administração da Polícia Civil ou com o Governo do Estado, mas para mostrar a insatisfação com os valores do plantão do carnaval que vem sendo pagos a mais de 20 anos com valores humilhantes.
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