Os primeiros cinco quilômetros do anel ferroviário, que ligará o Polo Industrial de Camaçari ao Porto de Aratu, em Salvador, foram percorridos por uma comissão de engenheiros na manhã desta sexta-feira (21/03). A visita foi iniciada por volta das 9h, da rua das Transportadoras, na Via Frontal (nas imediações da Bahia Pulp), e seguiu até a ligação entre o Canal de Tráfego e a BR-324, próximo à comunidade Menino Jesus.
A intervenção deve ser iniciada ainda este ano e vai retirar do centro da cidade o tráfego de produtos químicos do Polo e dar mais segurança à população de Camaçari. “Esta obra estava parada devido aos entraves e o prefeito Ademar Delgado foi a Brasília solicitar ao Ministro dos Transportes, César Borges, o reinicio da intervenção”, explicou o secretário da Infraestrutura, Everaldo Siqueira.
Além da Seinfra (Secretaria da Infraestrutura), a vistoria foi acompanhada por representantes do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), da Braskem, da Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento), da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) e por engenheiros e técnicos da Cowan e Melo Maia Engenharia, empresas contratadas pelo governo federal para executar e gerir a obra, respectivamente.
Somente para este ano, de acordo com chefe do serviço de engenharia do DNIT da Bahia, Antonio Carlos Cruz, está prevista a liberação de R$ 26 milhões para iniciar a intervenção, que encontra uma série de interferências, tais como adutoras de água 1.900 e 1.200 milímetros de diâmetro da Embasa e da Braskem, respectivamente, postes e fiação elétrica, o rio Joanes, residências e a comunidade Quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho.
O engenheiro ambiental e biólogo, Rafael Freire, do grupo de pesquisa Thaba da UNEB, participou da visita com o objetivo de identificar as áreas em que serão feitas o reassentamento, demanda que deve obter cerca de R$ 40 milhões do DNIT. O diálogo entre o poder público e os povos tradicionais, além do trabalho de análise arqueológica, vem sendo estabelecido pela UNEB.
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