Um tema que nos chama a atenção hoje em dia para a busca de maiores conhecimentos sobre o assunto, que está sendo abordado na novela da Rede Globo “Em família”, é o Mal de Parkinson. Tentamos aqui passar um pouco desse conhecimento de uma forma simples e clara, a fim de podermos compreender melhor o que se passa e o que pode estar sentindo o portador desta doença.
O Mal de Parkinson é uma doença crônica, degenerativa e progressiva do sistema nervoso central do indivíduo, devido a uma disfunção e morte celular dos neurônios produtores de dopamina, porém, de evolução muito lenta. A dopamina é a substância que ajuda o cérebro a controlar os movimentos musculares, enviando-lhes as mensagens corretamente. Sem essa substância, o portador de Parkinson normalmente apresenta tremores involuntários que se iniciam geralmente em uma mão, depois na perna do mesmo lado e depois nos outros membros. É mais forte em membros em descanso, como ao segurar objetos e sob momentos de estresse. Apresenta também rigidez dos músculos, dificuldade de caminhar, dificuldade de se equilibrar, de falar e de engolir. A causa exata desse desgaste celular ainda é desconhecida, apesar dos incansáveis estudos e pesquisas médicas.
O nome "Parkinson" foi sugerido para nomear a doença pelo neurologista francês Jean-Martin Charcot, como uma forma de homenagear a James Parkinson, médico e paleontologista inglês que descreveu a doença pela primeira vez, no ano de 1817.
Devido ao processo de disfunção e morte dos neurônios, o portador do mal de Parkinson normalmente mantém uma expressão fechada sem demonstrar emoção, devido à perda de controle dos músculos da face e da laringe. Pode ainda apresentar outros sintomas como gagueira, depressão, tontura, transtornos de humor, de ansiedade, insônia, perda do olfato, dificuldade de aprendizado, podendo chegar à demência. A prevalência da demência nos portadores de Parkinson é de 10 a 50% no mundo. No Brasil é estimado em apenas 10% dos doentes. Podem apresentar ainda dificuldade de deglutição, da motricidade gástrica e esofagiana, constipação intestinal, problemas vasomotores, da regulação arterial, edemas, dificuldade de regulação da temperatura corporal e perda de peso.
O Mal de Parkinson não é uma doença fatal e nem contagiosa. Não afeta a memória nem a capacidade intelectual do portador. As evidências são de uma doença genética, mas não hereditária. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, normalmente a doença acomete pessoas com mais de 60 anos de idade e representa aproximadamente 1% da população.
Para esses pacientes é fundamental o acompanhamento e tratamentos clínicos, psicológicos, fisioterapêuticos, nutricional, de fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Em alguns casos, uma cirurgia para implante de um marca-passo cerebral, já disponível no Brasil, pode ser benéfica ao paciente para diminuir a rigidez dos músculos e os tremores. Medicamentos também são eficazes na redução da lentidão dos movimentos. O médico dirá qual o tratamento adequado para cada paciente, para retardar o progresso da doença e melhorar a qualidade de vida do seu portador.
Alterações no estilo de vida que podem ser úteis ao paciente com mal de Parkinson:
* Boa nutrição e saúde em geral; * Exercícios, porém ajustando o nível de atividade de acordo com os níveis flutuantes de energia; * Períodos regulares de descanso e evitar o estresse; * Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional; * Corrimãos colocados em áreas comumente usadas na casa; * Utensílios especiais para comer; * Orientação de assistentes sociais e outros serviços de aconselhamento, para ajudar a lidar e obter assistência que facilitem a convivência com a doença.
Como ocorre com outras doenças crônicas e degenerativas, o mal de Parkinson é uma doença da família, onde são de vital importância a paciência, o carinho e o amor dedicados ao paciente, para oferecer uma melhor qualidade de vida, aceitação e adaptação às limitações da nova condição. ‘O apoio familiar neste momento é de extrema importância. É muito importante saber que as pessoas que te amam estão ao seu lado.” (parte de depoimento de uma portadora do mal de Parkinson). Com, a evolução da doença, o paciente vai necessitando cada vez mais da ajuda de um cuidador para desempenhar tarefas que não consegue mais sozinho, como por exemplo, segurar um garfo ou um copo.
É necessário também que os familiares busquem os grupos de apoio ao portador de Parkinson, que oferecem palestras e atividades que auxiliam no entendimento da doença e no tratamento. Existem várias associações e grupos de ajuda que prestam informações e assistências social e psicológica, dentre outros serviços. Uma delas é a Associação Brasil Parkinson, site: http://www.parkinson.org.br
Em Salvador, contamos com as seguintes associações de apoio: ASSOCIAÇÃO BAHIANA DE PARKINSON E ALZHEIMER - ABAPAZ R. Prof. Francisco da Conceição Menezes, nº 3 - Rio Vermelho 41950-470 – Salvador – BA - Tel. (71) 3347-0143 www.abapaz.org.br E-mail: abapazapoio@yahoo.com.br
GRUPARKINSON DA BAHIA SEDE : Atualmente sem sede. Procurando novo local. Tel. (71) 9135-7374 Presidente: João Luis Pereira E-mail atual (2013) gruparkinson@gmail.com Blog : http://parkinsonnabahia.blogspot.com/
Até a próxima!
Éli Castro
O Mal de Parkinson é uma doença crônica, degenerativa e progressiva do sistema nervoso central do indivíduo, devido a uma disfunção e morte celular dos neurônios produtores de dopamina, porém, de evolução muito lenta. A dopamina é a substância que ajuda o cérebro a controlar os movimentos musculares, enviando-lhes as mensagens corretamente. Sem essa substância, o portador de Parkinson normalmente apresenta tremores involuntários que se iniciam geralmente em uma mão, depois na perna do mesmo lado e depois nos outros membros. É mais forte em membros em descanso, como ao segurar objetos e sob momentos de estresse. Apresenta também rigidez dos músculos, dificuldade de caminhar, dificuldade de se equilibrar, de falar e de engolir. A causa exata desse desgaste celular ainda é desconhecida, apesar dos incansáveis estudos e pesquisas médicas.
O nome "Parkinson" foi sugerido para nomear a doença pelo neurologista francês Jean-Martin Charcot, como uma forma de homenagear a James Parkinson, médico e paleontologista inglês que descreveu a doença pela primeira vez, no ano de 1817.
Devido ao processo de disfunção e morte dos neurônios, o portador do mal de Parkinson normalmente mantém uma expressão fechada sem demonstrar emoção, devido à perda de controle dos músculos da face e da laringe. Pode ainda apresentar outros sintomas como gagueira, depressão, tontura, transtornos de humor, de ansiedade, insônia, perda do olfato, dificuldade de aprendizado, podendo chegar à demência. A prevalência da demência nos portadores de Parkinson é de 10 a 50% no mundo. No Brasil é estimado em apenas 10% dos doentes. Podem apresentar ainda dificuldade de deglutição, da motricidade gástrica e esofagiana, constipação intestinal, problemas vasomotores, da regulação arterial, edemas, dificuldade de regulação da temperatura corporal e perda de peso.
O Mal de Parkinson não é uma doença fatal e nem contagiosa. Não afeta a memória nem a capacidade intelectual do portador. As evidências são de uma doença genética, mas não hereditária. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, normalmente a doença acomete pessoas com mais de 60 anos de idade e representa aproximadamente 1% da população.
Para esses pacientes é fundamental o acompanhamento e tratamentos clínicos, psicológicos, fisioterapêuticos, nutricional, de fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Em alguns casos, uma cirurgia para implante de um marca-passo cerebral, já disponível no Brasil, pode ser benéfica ao paciente para diminuir a rigidez dos músculos e os tremores. Medicamentos também são eficazes na redução da lentidão dos movimentos. O médico dirá qual o tratamento adequado para cada paciente, para retardar o progresso da doença e melhorar a qualidade de vida do seu portador.
Alterações no estilo de vida que podem ser úteis ao paciente com mal de Parkinson:
* Boa nutrição e saúde em geral; * Exercícios, porém ajustando o nível de atividade de acordo com os níveis flutuantes de energia; * Períodos regulares de descanso e evitar o estresse; * Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional; * Corrimãos colocados em áreas comumente usadas na casa; * Utensílios especiais para comer; * Orientação de assistentes sociais e outros serviços de aconselhamento, para ajudar a lidar e obter assistência que facilitem a convivência com a doença.
Como ocorre com outras doenças crônicas e degenerativas, o mal de Parkinson é uma doença da família, onde são de vital importância a paciência, o carinho e o amor dedicados ao paciente, para oferecer uma melhor qualidade de vida, aceitação e adaptação às limitações da nova condição. ‘O apoio familiar neste momento é de extrema importância. É muito importante saber que as pessoas que te amam estão ao seu lado.” (parte de depoimento de uma portadora do mal de Parkinson). Com, a evolução da doença, o paciente vai necessitando cada vez mais da ajuda de um cuidador para desempenhar tarefas que não consegue mais sozinho, como por exemplo, segurar um garfo ou um copo.
É necessário também que os familiares busquem os grupos de apoio ao portador de Parkinson, que oferecem palestras e atividades que auxiliam no entendimento da doença e no tratamento. Existem várias associações e grupos de ajuda que prestam informações e assistências social e psicológica, dentre outros serviços. Uma delas é a Associação Brasil Parkinson, site: http://www.parkinson.org.br
Em Salvador, contamos com as seguintes associações de apoio: ASSOCIAÇÃO BAHIANA DE PARKINSON E ALZHEIMER - ABAPAZ R. Prof. Francisco da Conceição Menezes, nº 3 - Rio Vermelho 41950-470 – Salvador – BA - Tel. (71) 3347-0143 www.abapaz.org.br E-mail: abapazapoio@yahoo.com.br
GRUPARKINSON DA BAHIA SEDE : Atualmente sem sede. Procurando novo local. Tel. (71) 9135-7374 Presidente: João Luis Pereira E-mail atual (2013) gruparkinson@gmail.com Blog : http://parkinsonnabahia.blogspot.com/
Até a próxima!
Éli Castro

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