Cumprindo às expectativas, a audiência pública promovida na
manhã desta sexta-feira, 4, pela Câmara Municipal para discutir a implantação
do shopping popular para abrigar 1.800 vendedores ambulantes que trabalham nas
ruas e artérias do centro comercial da cidade se deu democraticamente acirrada,
oportunizando a todas as lideranças políticas e sindicais apresentarem às suas
críticas pontuais ao projeto, embora concordando unanimemente, quanto à
importância da construção do equipamento para dar um salto qualitativo na
requalificação urbanística do comércio loca, possibilitando, assim, a inclusão
dos camelôs no mercado formal.
Dirigida pelo vereador Alberto Nery, presidente da Comissão de
Obras, a audiência pública, bastante politizada por se tratar de uma obra de
grande relevância sócio-econômica para o município recebeu, inclusive, as
presenças da ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, acompanhada dos
deputados Fernando Dantas Torres e José Santana Neto, bem como o empresário
mineiro Elias Targliere, presidente da Piu Investe, grupo que postula investir
recursos da ordem de R$ 30 milhões no projeto, numa Parceria Público-Privada
com a Prefeitura de Feira de Santana.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Município, Antonio
Carlos Borges Júnior, cuja pasta é responsável pela implantação do shopping
popular (parte integrante do projeto Pacto de Feira), falou em nome do governo
municipal e, após fazer explanação acerca das ações que envolvem o
investimento, desdobrou-se para responder as dúvidas e especulações que ainda
pairam sobre a questão, a exemplo do preço da taxa de ocupação, cujo valor será
bem abaixo das expectativas dos ambulantes, conforme afiançou Borges Júnior.
Respondendo às indagações relativas à administração do shopping
popular e o modelo de captação de recursos para a execução da obra, Borges
Júnior afirmou que todos os passos dados foram atendendo ao escopo de ritos que
rege a lei federal 11097, que criou a Parceria Público-Privada, desde a
publicisação do projeto à realização de encontros e audiências públicos para
que a sociedade, através das suas representações legais possa participar de
todas as etapas.
"A PPP é um novo modelo de parceria que possibilita os
governos a dar mais mobilidade a projetos grandiosos, e é por isso que a Prefeitura
Municipal optou por este modelo", concluiu o secretario.

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