Deputado
estadual foi entrevistado na CBN Salvador
“Amizade, fidelidade, lealdade não existem
mesmo na política”. Com essa frase, o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo
(PDT), ex-pré-candidato a vaga de governador e vice-governador na chapa do PT,
resumiu o que aconteceu para ter sido preterido na escolha de Jaques Wagner
para as eleições deste ano, durante entrevista a Emmerson José e Alex Ferraz,
nesta sexta-feira (4).
Segundo Nilo, essa experiência serviu para
ele entender que o que conta são os acordos políticos e não a amizade. “Tentei
me viabilizar como governador do estado, dei 1351 entrevistas em rádios do
interior, percorri e estudei a Bahia, mas não imaginava a solução do
governador. Na política, amizade, lealdade e coerência, pesam pouco, senti
isso”, acentuou durante o CBN Salvador 1ª Edição.
Os jornalistas Clécio Max, do site Fala
Bahia, Osvaldo Lyra, editor de política da Tribuna da Bahia e Raul Monteiro,
editor do site Política Livre, questionaram o presidente da Assembleia sobre
como ficará a situação do partido e de Nilo nesse cenário político. O deputado
afirmou que permanecerá na base, mas com a condição de saber exatamente a
função dele e do PDT no governo.
“Nunca mudei de lado, mas estou aprendendo e
refletindo. Vou almoçar com Rui Costa hoje e estou avaliando nossa posição
política. Não passa pela minha cabeça mudar de lado. Mas quero saber minha
participação e do partido na campanha e no governo. Vem 2016, 2018 e não vou
cometer os mesmos erros”, afirmou Nilo.
O parlamentar foi questionado sobre a escolha
do deputado federal João Leão (PP), para a vaga de vice-governador na chapa
petista e disse que o critério definido por Jaques Wagner não se justifica já
que o PDT tem mais peso político do que o PP. “O PDT é maior que o PP, elegeu
quatro deputados federais, cinco estaduais, [igualmente o PP], o PDT tem
senador e um presidente da Assembleia Legislativa, que é maior que nove
prefeitos. Mas política temos que entender, é que Jaques Wagner escolheu o que
teria menor prejuízo”, disse.
Após dizer que ficaram arranhões em sua
relação de amizade com Jaques Wagner e que toda essa situação ter servido de
aprendizado, Marcelo Nilo disse que gosta mesmo de ser deputado estadual e que
pretende se eleger novamente nas eleições de outubro.
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