Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais é lembrado HOJE (28)
Hepatologista Dr. Raymundo Paraná debateu os desafios e cuidados com o fígado durante simpósio realizado em Salvador | Fotos: Juarez Neves
HOJE (28) é o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, data estabelecida pela OMS - Organização Mundial da Saúde para alertar a população sobre os riscos e cuidados com estas doenças que matam mais do que a Aids. A data foi escolhida para honrar o aniversário do ganhador do prêmio nobel de 1976, professor Baruch Samuel Blumberg, que descobriu o vírus da Hepatite B.
Estima-se que mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo estejam infectadas com os tipos mais comuns das hepatites virais (B e C), causando doença hepática aguda e crónica e matando perto de 1,4 milhões de pessoas a cada ano. “Os tipos B e C têm como principal forma de transmissão o contato com sangue e as relações sexuais e podem ser evitados com maior cuidado em atividades corriqueiras. O grande problema que temos é a desinformação, pois os indivíduos só procuram uma unidade médica quando o fígado já está bem comprometido, pois estas doenças são assintomáticas (não causam dor e nem desconforto). Por isso que nós médicos precisamos do apoio das instituições de saúde para fortalecer campanhas de esclarecimento, fazendo com que as pessoas solicitem os exames de detecção sempre que fizerem uma consulta ao médico”, explica o hepatologista Dr. Raymundo Paraná.
XVII Simpósio Hepatologia do Milênio
Este e outros temas foram debatidos durante o XVII Simpósio Hepatologia do Milênio, evento realizado em Salvador entre os dias 23 e 25 de julho e coordenado pelo Dr. Raymundo Paraná. O evento reuniu profissionais das áreas de hepatologia, gastroenterologia e infectologia de Portugal, França e dos estados brasileiros do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão, Ceará e Bahia.
Um dos principais pontos debatidos no Simpósio foi a chegada dos novos medicamentos para o tratamento da Hepatite C. De acordo com Dr. Raymundo Paraná, estas drogas reduzem significativamente o tempo de tratamento e já estão sendo registrados no Brasil, porém não há um prazo definido para o fim do processo: “Infelizmente há uma grande inequação, pois são muitos pacientes, os custos dos medicamentos são muito altos, os trâmites burocráticos são muito demorados e isso atrasa a chegada desses medicamentos”, afirmou. Segundo a OMS a expectativa é que com um tratamento mais seguro as chances de cura possam ultrapassar 90%.
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