No
domingo, um rapaz que não quis se identificar foi assaltado por três homens
armados com revólver que levaram celular e tênis. A carteira, que estava sem
dinheiro, foi devolvida. Só ontem, cinco foram roubados.
Além do rapaz, outras quatro pessoas,
dois casais formados por brasileiros e turistas italianos tiveram celulares,
cartões e relógios levados por quatro homens, armados com revólver e faca.
No sábado a tarde uma japonesa teve a máquina fotográfica
roubada por um homem que sacou o revólver de dentro de um saco de latinhas “O
Abaeté está totalmente abandonado. A segurança não dá conta. Minha vida e a de
qualquer cidadão que sai de casa está em risco”, indignou-se uma das vítimas.
“Todos os dias tem assalto no Abaeté, mas o fim de semana é campeão”, afirmou
um policial da 12ª DT.
Policiais
militares que estavam no local afirmaram que o acesso às dunas, onde ocorrem os
crimes, é difícil e só pode ser feito pela Polícia Militar Montada. “De segunda
a sexta tem assalto, mas eles são frequentes no fim de semana porque a polícia
montada some”, disse uma comerciante.
Integrante
do grupo ecológico Nativo de Itapuã, Antonio Miguel, 58, trabalha há 35 anos na
Lagoa e vê pelo menos cinco assaltos por dia. Seu quiosque de coco e caldo de
cana já foi arrombado três vezes em julho. “Toda a magia e o turismo foram
embora. O Abaeté está agonizando. Não tenho mais coragem de ficar aqui”,
lamenta.
Muitos
bandidos aproveitam para assaltar os visitantes enquanto eles veem a famosa
“Lagoa do Abaeté” ou tentam conhecer melhor as dunas do local “quem vai para as
dunas geralmente é assaltado, só vejo o povo correndo dizendo que foi roubado”,
diz Maria dona de um quiosque no parque.
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