Um acordo
firmado nesta segunda-feira (25) entre a Defensoria Pública da Bahia e a
Secretaria de Administração e Ressocialização Penitenciária da Bahia (Seap) determinou
a implantação da Resolução Conjunta nº 01/2014 do Conselho Nacional de Política
Criminal e Penitenciária (CNPCP) e Conselho Criminal de Combate à
Discriminação, que permite a adoção de medidas específicas para o acolhimento
de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTs) presos
no Brasil.
No projeto,
duas unidades prisionais da Bahia - a Cadeia Pública, no Complexo da Mata
Escura, e o Presídio de Feira de Santana, no interior do estado - terão alas
específicas para LGBTs, e atendimento médico adequado (a partir da criação de
um grupo de trabalho em saúde voltado para essas pessoas e formação continuada
para agentes e servidores), com o apoio da Defensoria, além da adoção do nome
social nos prontuários dos presos, abrindo possibilidade para se estender para
todo o sistema prisional baiano.
"O
ambiente prisional brasileiro é extremamente difícil, machista e de disputa de
poder. LGBTs custodiados estão com a liberdade privada, mas essas pessoas têm
outros direitos que precisam ser preservados. A criação de alas específicas é
apenas uma das medidas de construção da implantação desses direitos previstos na
Resolução", afirmou a subcoordenadora da Especializada de Direitos
Humanos, Bethânia Ferreira.

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