MCO realiza programação especial para marcar o Dia Mundial da Prematuridade (17)
A prematuridade é um problema de saúde pública que não deve ser discutido apenas neste 17 de novembro e sim a todo momento. A afirmação foi feita na manhã desta segunda-feira (17), pelo médico obstetra da Maternidade Climério de Oliveira (MCO), e professor da UFBA, Carlos Menezes, durante a programação realizada na sede da instituição profissionais de saúde, gestantes e mulheres que tiveram filhos prematuros e que continuam sob cuidados da maternidade. O nascimento prematuro, que acontece antes das 37 semanas completas de gestação (mais de 3 semanas antes da data prevista), é a principal causa de mortes de bebês em suas primeiras quatro semanas de vida, e a segunda causa de morte, depois da pneumonia, em crianças menores de 5 anos.
O evento foi realizado em alusão ao Dia Mundial da Prematuridade, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de chamar atenção para a importância da prevenção dos partos prematuros, além de defender a adoção de tratamentos cada vez mais adequados para garantir a sobrevida dos bebês nascidos antes do tempo. Segundo a OMS, cerca de 15 milhões de bebês nascem de forma prematura (antes de 37 semanas de gestação) a cada ano no mundo, o que representa mais de um a cada dez bebês. Os 10 países com as maiores taxas de partos prematuros são Índia, China, Nigéria, Paquistão, Indonésia, Estados Unidos, Bangladesh, Filipinas, República Democrática do Congo e Brasil, cuja prematuridade (neste último) representa 22% das mortes de crianças menores de 5 anos.
Entre as participantes do encontro estava Adriana Santos Xavier, de 40 anos, mãe do bebê Antony Miguel, que nasceu prematuramente no dia 27 de agosto. "Quando fiz minha quarta consulta do pré-natal disseram que o bebê corria risco e que por isso o parto teria que ser antecipado. Fiquei internada por cinco dias até o nascimento do meu filho que continua na UTI sob cuidados médicos", contou Adriana que já se sente "da casa" devido ao prolongado período convivendo na instituição, aguardando alta de Antony, que neste último domingo (16) passou por mais um procedimento cirúrgico por conta da hidrocefalia. Ela divide o tempo entre dar atenção ao bebê e as atividades desenvolvidas no Centro de Convivência, um espaço criado na maternidade especialmente para mães desse perfil.
"O espaço de convivência é destinado as mães que têm bebês internados na unidade de terapia intensiva, mas que não necessitam ficar internadas. O local conta com terapia ocupacional, fisioterapia, atividades de música e educativas, através das quais as mamães se divertem e, principalmente, aprendem a cuidar do bebê, porquê trata-se de uma criança que necessitará de cuidados especiais. É um espaço que tenta aproximá-las do bebê, criar um vínculo de afetividade", explicou o obstetra Paulo Gomes Filho, gerente de atenção à saúde da MCO.
A Climério de Oliveira é uma das três maternidades que tem UTI neo-natal e por isso é uma das referências para bebês prematuros na Bahia. Na maternidade escola são feitos cerca de 450 procedimentos por mês, dentre eles partos de alto risco. A MCO conta com 10 leitos para realizar esse perfil de tratamento.
O que é bebê prematuro?
Um bebê prematuro é aquele que nasce antes das 37 semanas completas de gestação(mais de 3 semanas antes da data prevista).
Algumas causas de parto prematuro:
Hipertensão crônica
Pré-eclâmpsia
Descolamento prematuro da placenta
Infecções uterinas
Gestação múltipla
Fertilização in vitro
Malformações fetais
Sinais e sintomas do trabalho de parto prematuro:
Sintomas como contrações a cada 10 minutos ou mais, mudanças na secreção vaginal, pressão pélvica, dor lombar, cólicas menstruais, cólica abdominal com ou sem diarréia podem ser sinais de trabalho de parto.
O que fazer para prevenir:
Ter acompanhamento médico antes e durante a gravidez;
Dieta equilibrada;
Não ingerir bebidas alcoólicas: o álcool durante a gestação, mesmo em doses muito pequenas, pode ter efeitos bastante nocivos para a criança, incluindo retardo mental, dificuldades de aprendizagem, defeitos na face e problemas de desenvolvimento;
Não fumar: o fumo aumenta chances de parto prematuro, do bebê nascer com baixo peso e da morbimortalidade dos recém-nascidos;
Não se auto-medicar;
Fazer exercícios físicos;
Manter calendário de vacinação atualizado;
Fazer uso de ácido fólico e vitamina B12;
Está alerta para sangramentos, líquidos e secreções vaginais.
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