Hugo Alves Preira, 25 anos foi morto pela Polícia
Militar depois de agredir a esposa e fazer a filha de 1 ano e 7 meses refém na
zona rural de Itagimirim, a 614 km de Salvador. Ele também atirou contra os
policiais, segundo o delegado José Hermano Costa, que registrou a ocorrência
como auto de resistência.
O
delegado acredita que Hugo pudesse estar drogado no momento do crime. "Ele
disse que a vizinha tinha botado feitiço nele, disse que ia matar a vizinha. A
mulher foi pedir para ele não matar e ele agrediu ela com a coronhada de uma
espingarda", diz o delegado. Hugo então tentou partir para cima da esposa
de facão e ela correu. Ele pegou a filha criança e correu para uma lagoa
dizendo que iria afogar a menina.
Uma
viatura da Polícia Militar passou e a mulher pediu socorro. Os policiais
tentaram acalmar o homem e pedir para ele deixar a criança e se entregar. Hugo
estava com uma pistola a essa altura - segundo o delegado, ele tinha três armas
de fogo em casa, sem a devida autorização, mas só duas foram apresentadas na
delegacia.
Hugo
não se entregou e abriu fogo contra os policiais. Aproveitando um momento em
que ele colocou a criança no chão, um PM atirou contra ele. Baleado, Hugo foi
levado ao Hospital Luís Eduardo Magalhães de Itagimirim, mas não resistiu aos
ferimentos e morreu. "Se ele tivesse vivo, responderia por tentativa de
homicídio e porte ilegal de arma. Agora, é um caso de auto de
resistência", diz o delegado.
A
mulher de Hugo teve ferimentos por conta da coronhada e algumas agressões, mas
passa bem. A criança não se feriu. Em depoimento, a esposa disse que Hugo já
havia tido outros episódios de violência, inclusive de agressões. Ele já tinha
passagens pela polícia por tráfico de drogas, por furtar armas de um soldado e
por porte ilegal de arma em Itapebi.

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