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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Centros de artesanatos do Mauá vão fechar

Centros de artesanatos do Instituto Mauá estão em processo de fechamento. 


O artesanato da Bahia, durante 75 anos, contou com a defesa do Instituto de Artesanato Visconde de Mauá. Esse órgão, criado em 1939, vai ser descaracterizado como parte do pacote do novo Governador da Bahia, Rui Costa. O Instituto, de imediato, será diluído dentro da estrutura da Setre – Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte.

O universo total de consequências de ordem prática que virão no bojo dessa mudança ainda não foi revelado, mas já se sabe que os Centros de Artesanato do Instituto, a exemplo do situado no Porto da Barra, serão fechados dentro de sessenta dias. Essas lojas eram espaços viabilizados pelo Estado para promover o papel do órgão que, segundo palavras citadas no próprio site do Instituto (maua.ba.gov.br) é de “preservação, fomento, promoção e comercialização do artesanato baiano”.

Com as ações do Mauá, muitos artesãos de todo o estado conseguiam sobreviver, viabilizando a produção artesanal, última esfera da fabricação de artefatos em época de desindustrialização de países com a concorrência da China. Gerações futuras poderão perder essas referências de artesanato da Bahia.

A artesã Marlene Campos, do Projeto Taboarte em Maracangalha, sinaliza preocupação e tristeza com o futuro do Instituto Mauá. “Era no Instituto Mauá que os artesãos tinham espaço para escoar o artesanato baiano. Estou com um grande sentimento de decepção e tristeza. Eu ainda acredito que o Instituto Mauá encontre alguma solução para prospectar outras formas para o escoamento do artesanato local”, comenta.

A  atividade contínua nas lojas do Mauá na Barra e no Pelourinho, desde quando foram fundadas, vinham incentivando os artesãos da capital e do interior a se manterem na atividade, porque eram canais importantes e de referência para o artesanato baiano. A comercialização da produção, foi iniciada pelo Mauá, em 1992.

Nas lojas ainda é possível verificar que o preço das peças atendem basicamente aos valores estabelecidos pelos seus produtores. Ou seja, nesses centros, os produtos são vendidos pelo preço que os artesãos aplicam no seu local de origem. Esse patamar permitia a divulgação do trabalho simultaneamente ao alcance de um público amplo, entre baianos e turistas que buscavam as lojas. Muitos produtores do interior não têm sequer condições de se locomover até a capital e muito menos ter ponto de venda.

O Instituto ia até as mais longínquas localidades do interior do estado para buscar peças para o acervo. Na loja da Barra, por enquanto, ainda é possível conhecer uma mostra importante das produções artesanais da Bahia em suas mais diferentes expressões. Da cerâmica de Maragogipinho (maior polo de olarias da América Latina); bonecas de argila de Lençóis; cestas de palha do Extremo Sul da Bahia; a pesos de porta de tecido e palha de Saúbara, do litoral norte.

Entre as peças no Centro pode ser vista ainda arte sacra em argila de Itabuna; luminárias de cabaça de Salvador; móveis com mosaicos de materiais reciclados de Arembepe; bonecos em papel machê, entre tantas outras modalidades de arte “feitas à mão”.

O centro de artesanato na Barra funciona de segunda à sexta-feira, das 9 às 19h. Um detalhe verificado nas lojas do Instituto Mauá é que para a função de divulgação do trabalho dos artesãos, as peças trazem uma etiqueta que descreve em que localização foram produzidas, o material predominante na confecção e nome e dados do produtor, inclusive com telefone e e-mail quando eles têm. Em muitos casos são peças manufaturadas por associações que revertem toda a arrecadação financeira em benefício dos integrantes da comunidade. Muitas delas são entidades que desenvolvem um amplo papel socioeconômico.

Fonte Assessoria

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