Artistas preparam documentação para participar de exposições no Centro Cultural do TJBA
Bastou o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia lançar edital que os artistas plásticos começaram a preparar a documentação para entrar na pauta de exposições do ano novo no Centro Cultural.
Os artistas têm até o dia 27 de fevereiro para inscrever-se. Hilzete Torres Oliveira quer trazer seus quadros de Arembepe, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, cerca de 50 quilômetros distante da sede do Tribunal, no Centro Administrativo (CAB).
Dizendo-se “tranquila”, por ter 30 quadros no estoque, a proprietária da galeria Espaço de Arte utiliza a técnica conhecida por ‘arte francesa’ para encantar clientes e, agora, os organizadores das exposições coordenadas por Ana Paula Teixeira, da diretoria geral.
As propostas para exposição individual ou coletiva de artes plásticas devem ser acompanhadas de dossiê composto de cópias do documento de identidade e CPF, bem como o currículo resumido, relativo à formação artística ou intelectual do proponente.
Rosedy Palópoli está junto com Zel Torres no gosto pela arte francesa, técnica de superposição de papeis desenvolvida nos Estados Unidos, apesar do nome. “Nasceu na nobreza, antes da Revolução de 1789, em Paris, mas foi na América que ganhou força”.
A artista plástica gostou muito da experiência de expor no TJ ano passado e quer repetir a dose. “Fui super bem-recebida e recebi críticas construtivas”, disse Rosedy, que também ensina a arte francesa para 12 senhoras há quatro anos.
Para seleção dos trabalhos, serão avaliadas a adequação do projeto ao espaço físico, originalidade, qualidade técnica, contemporaneidade, grau de expectativa de interesse do público, com preferência por projetos inéditos e adequação à imagem institucional.
Mirta Oliveira pinta paisagens de lugares onde já viveu situações inesquecíveis, como os arredores de Montevidéu, no Uruguai, onde nasceu. Ela mora em Stella Maris, mas mesmo ficando mais longe pretende expor no Fórum Ruy Barbosa, em Nazaré.
Uma das determinações para a temporada 2015 do centro cultural é não repetir exposição no mesmo local. Quem expôs no Fórum Ruy Barbosa em 2014, terá de expor no CAB. Em sentido inverso, quem esteve no CAB, agora vai para o Fórum.
Outro artista entusiasmado pela união de arte e justiça é Robinson Roberto que faz fotos de aspectos de desenhos formados fortuitamente pelas areias de praias brasileiras. O fotógrafo recria a vida, pela via da arte, a partir de angulações inusitadas.
Cidadão do mundo, Robinson já levou sua expo Natureza Viva ao Museu de Ciências Naturais de Londres. O artista é um dos personagens do filme Caçadores de Alma, de Sílvio Tendler, e expõs na galeria do Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte (Ceará).
Já o artista plástico Sergio Amorim foi bem-sucedido ao expor no tribunal em 2014, mas curtiu ainda mais a pós-expo. “Fui procurado por servidores e até recebi encomenda para um quadro com a imagem da esposa de um cliente”, disse o pintor.
Apaixonado pelo impressionismo, Sergio curte tanto pintar com borrões e manchas que alerta logo: “meus quadros devem ser vistos a pelo menos 1 metros e meio de distancia, porque se for mais perto, só dá pra ver detalhes de uma mancha”.
Outra que deseja voltar a expor é Marlene Sanches. Ela esteve viajando com o companheiro Rafaele, mas está de volta. E o melhor: com 30 quadros no estoque, com temas desde natureza morta a casario.
Desde 1980 que ela pinta. Lá se vão 34 anos, mas a paixão pelo desenho veio antes. “Meus primeiros trabalhos foram a lápis, sob orientação de uma professora no Colégio Nossa Senhora da Soledade”, disse.
A artista de Ruy Barbosa, na Chapada Diamantina, Maria Teresa Neto, já sabe que os custos de embalagem, seguro e transporte das obras são do expositor. “Meu marido tira os bancos do sedan dele pra poder trazer tudo, embalado em papel-bolha”, afirma.
Maria Tereza tem uma loja chamada Moderna e Criativa e quer voltar a expor no tribunal, pois gosta do sistema de negociação direta com o comprador. As peças vendidas somente poderão ser retiradas do Centro Cultural ao término da exposição.
Texto: Ascom TJBA / Foto: Nei Pinto
Voltar Imprimir
0 comentários :
Postar um comentário