A soltura de Caio de Souza e Fábio Raposo, acusados de
acender e atirar o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade deixou
revoltada Arlita Andrade, viúva do profissional morto durante um protesto em
fevereiro de 2014 no Rio. Ela afirmou estar "indignada" com a decisão
judicial
"Eu realmente estou muito magoada, eu espero que o
mundo todo também se revolte, porque eu estou revoltada. Que Justiça é
essa?", questionou Arlita, em entrevista ao jornal Bom Dia Brasil, do Rio
de Janeiro.
A filha do cinegrafista da Band também mostrou indignação através
de um post no Facebeook. "Sou mais uma parcela da sociedade que passa a
conviver com assassinos de um homem íntegro e justo em liberdade. É difícil, é
doloroso, depois de um ano sem Santiago, a sensação de não poder fazer nada me
corrói, me humilha. E lamento. Lamento não ser como os defensores, que perdoam
dois assassinos, que transformaram em noites os dias de uma família com um
simples voto. Se Caio e Fábio estão livres, lamento mais ainda desapontá-los, mas
a minha batalha continua, até a última instância, estou preparada", disse
Vanessa.
Inicialmente, os réus responderiam por homicídio qualificado. Caio e Fábio
estão desde fevereiro de 2014 no Complexo Penitenciário de Bangu.Os acusados
devem deixar a cadeia de Bangu até o final da tarde desta quinta-feira (18).
Entre as medidas cautelares impostas na decisão judicial ficou determinado o
comparecimento periódico ao juízo; a proibição de acesso ou frequência a
reuniões, manifestações, grupos constituídos ou não, bem como locais de
aglomeração de pessoas de cunho político ou ideológico; proibição de manter
contato com qualquer integrante do denominado "black blocs";
proibição de ausentar-se da comarca da capital; recolhimento domiciliar no período
noturno e nos dias de folga, principalmente nos fins de semana e monitoramento
eletrônico. O Ministério Público disse que vai recorrer da decisão.
*Com informação do Ibahia

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