Baianas de acarajé, um dos maiores símbolos culturais da Bahia, participaram na manhã desta quinta-feira (15), no auditório da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), no bairro da Pituba, em Salvador, de cursos gratuitos para fortalecer o empreendedorismo das profissionais, com orientações sobre a formas de se manter no mercado de trabalho, a exemplo das boas práticas durante a manipulação do alimentos.
A iniciativa é uma parceria do Governo do Estado com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em atendimento à solicitação da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivos e Similares (Abam). O curso oferece certificado e terá continuidade no próximo dia 21 e de 9 a 13 de novembro, sempre das 8 às 12h.
As inscrições para as próximas etapas podem ser efetuadas na abertura das atividades, na sede da Sepromi, até o preenchimento das 80 vagas. A programação do evento inclui palestras sobre 'Empreendedorismo e Mercado de Trabalho', tema da realizada nesta quinta, ‘Qualidade no Atendimento’.
Considerado Patrimônio Imaterial da Bahia, o ofício das baianas de acarajé já faz parte do livro de Registro Especial dos Saberes e Modos de Fazer. De acordo com a secretária Vera Lúcia Barbosa, o curso busca a “qualificação do trabalho das profissionais no âmbito do empreendedorismo”.
Para a professora na área de gestão do Senac, Cláudia Góes, é importante a visibilidade que as baianas poderão utilizar ao seu favor no mercado de trabalho. “O intuito é promover uma nova forma de pensar, um olhar empreeendedor, melhorando o trabalho que já é executado”. Segundo a baiana de acarajé do Farol da Barra, Tânia Nery, há 24 anos no mercado, “o curso contribui para que toda baiana tenha noção de higiene, saiba manipular os alimentos e recepcionar os clientes”.

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