A Federação Nacional dos Bancos apresentou, nesta terça-feira (20/10), em São Paulo, uma nova proposta de reajuste salarial de 7,5% e retirou o abono, de R$ 2,5 mil.
O Comando Nacional dos Bancários rejeitou ainda na mesa de negociação. Mas, reafirmou que está aberto a negociar o aumento real dos salários. A Fenaban entendeu o recado, pediu intervalo e remarcou para quarta-feira (20/10), 11h, a continuidade das discussões.
Os bancários estão em greve há 15 dias. Ontem (19), segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), 12.496 agências e 40 centros administrativos paralisaram suas atividades nos 26 estados e no Distrito Federal.
Eles reivindicam reajuste salarial de 16%, incluindo reposição da inflação, mais 5,7% de aumento real, participação nos lucros e resultado (PLR), equivalente a três salários mínimos, mais R$ 7.246,82, melhores condições de trabalho e fim das demissões, entre outros.
Outras questões prioritárias, como o fim das demissões e a ampliação do quadro de funcionários para desafogar as agências, melhores condições de trabalho, fim das metas, e investimento em segurança foram novamente ignoradas.
Presente na negociação, o presidente da Federação da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, ressalta que "a reabertura da negociação é uma vitória da greve, mas o fato de a Fenaban apresentar uma proposta que não contemple ganho real é muito ruim". Agora, aos bancários, só interessa fortalecer a greve até garantir a vitória. A paralisação já é a maior desde 2004.
O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, ressalta que a proposta é incompatível com os lucros obtidos pelos bancos. "O índice oferecido continua sem repor a inflação, sem dúvidas um prejuízo aos bancários que terão perda do poder aquisitivo. Assim, a greve continua. A Fenaban tem de melhorar muito a proposta".

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