A partir desta sexta-feira (16), às 18h, o público pode conferir, no Centro Cultural Solar Ferrão, localizado na Rua Gregório de Matos, no Pelourinho/Centro Histórico de Salvador, a exposição “África”, composta por 80 imagens de regiões urbanas e rurais da Libéria e da Guiné, fotografadas pelo arquiteto pernambucano Cássio Nogueira, entre os anos de 2008 e 2012. A entrada é franca.
A exposição, que fica em cartaz até o dia 11 de novembro próximo, é uma realização da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Dimus/Ipac), unidade da Secretaria de Cultura do Estado do Estado (Secult). Na abertura, haverá a apresentação da Didá Escola de Música, instituição cultural e sem fins lucrativos, fundada em 1993, com o objetivo de elevar a qualidade de vida das pessoas por meio da música.
Desde as montanhas ferrosas da mina de Zogota, na região florestal ao sudeste da Guiné, até a baía de Grand Bassa, na região central da costa liberiana, o fotógrafo captou e eternizou paisagens, ambientes, costumes, atitudes e fisionomias que revelam o imanente pacto entre cultura e natureza em dois dos países considerados mais pobres do mundo. “A África é a razão de eu ter me apaixonado pela fotografia”, afirma Cássio, que teve a oportunidade de morar em três países do continente. Por meio das imagens, o público entrará em contato com o cotidiano de pequenos vilarejos e capitais, famílias, trabalho, lazer, arte, tradições, comércio e uma série de recortes sobre a vida e a realidade dos locais fotografados pelo fotógrafo.
Sobre o artista
Nascido em Recife (1978), mas residindo grande parte da sua vida na Paraíba, Cássio Nogueira é arquiteto de formação e fotógrafo de coração. Como funcionário da Construtora Norberto Odebrecht, no período entre novembro de 2008 e outubro de 2012, viveu em três países da África - Guiné, Libéria e Líbia.
Nesse período, teve a oportunidade de vivenciar experiências marcantes, no âmbito político-histórico (a queda do regime de Muhamar Khadaffi e a tentativa de assassinato do Presidente Alpha Condé, em 2011) e da ordem sociocultural, habitando nas florestas montanhosas da Guiné (Simandou), na reservas de minério de Yekepa e Kissidougou, no porto de Buchanan, ou na histórica Trípoli. Assim, aprimorou as técnicas de fotografia e amadureceu sua sensibilidade artística, tendo nos últimos anos adquirido preferência pelas formas humanas.
“África”, sua primeira montagem expositiva foi estreada em João Pessoa, onde ficou na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no período de novembro de 2014 a fevereiro de 2015. Pode-se ter acesso a uma mostra virtual das fotografias no site do fotógrafo.

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