Doenças como anemia, osteoporose, hipertensão, diabetes e obesidade podem ser evitadas através da alimentação e da prática de hábitos saudáveis. A orientação é da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) que, na sexta-feira (16), Dia Mundial da Alimentação, realiza ações socioeducativas para os usuários dos Restaurantes Populares do Comércio e Liberdade. Simultaneamente, às 11h30, o titular da SJDHDS, Geraldo Reis, assinará o termo aditivo que vai aumentar a quantidade das refeições nas unidades do Comércio para 2.645 refeições diárias, e da Liberdade, para 2.300 – um aumento de 15% na oferta. O cardápio dos restaurantes é composto por produtos vindos da agricultura familiar, cultivados na zona rural do estado, a exemplo da abóbora, aipim, batata-doce, banana-da-terra, banana da prata, laranja, farinha de mandioca e feijão carioquinha.
Coordenada pela Superintendência de Inclusão e Segurança Alimentar (SISA), as ações comemorativas do Dia Mundial da Alimentação contam com a parceria de estudantes de enfermagem, nutrição e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que realizarão aferição de pressão arterial dos usuários, orientações de educação nutricional, por meio da distribuição de cartilha sobre hábitos saudáveis e importância do consumo adequado dos nutrientes, distribuição de mudas de temperosa, além de explicação sobre cultivo de horta doméstica, entre outras.
Dia Mundial da Alimentação
O ano de 2015 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (ONU/FAO) como o “Ano Internacional da Proteção social e agricultura: quebrando o ciclo da pobreza rural”, para contribuir com a erradicação da fome e a produção sustentável. No Brasil, existem 4,3 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar, representando 84% do total de unidades. Na Bahia, esse número chega a 700 mil, que produzem cerca de 70% dos alimentos consumidos à mesa nas refeições. A agricultura familiar produz a maior parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros: 70% do feijão, 83% da mandioca, 69% das hortaliças, 58% do leite e 51% das aves, e ainda responde por 74% da mão de obra no campo.
Alerta
Apesar dos avanços, a Bahia ainda é o quarto estado com maior índice de pessoas em situação de insegurança alimentar no Brasil. De acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/2013), 45,3% dos baianos não têm acesso regular a alimentos de qualidade.

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