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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Roque Ferreira lança livro sobre o samba-chula


Obra produzida pelo sambista baiano será lançada no dia 11 de dezembro, às 19h, na Pérola Negra. 



O compositor baiano Roque Ferreira, 68 anos, é conhecido nacionalmente pelas mais de 400 canções gravadas por grandes nomes da Música Popular Brasileira (MPB), mas há outra atividade que o artista exerce que poucos sabem: a de escritor. Em dezembro, ele lança um dos seus seis livros, Terreiros de Samba-Chula – uma abordagem etnográfica, histórica e social da música que os negros faziam nos partidos e engenhos de cana-de-açúcar do Recôncavo Baiano. A obra será lançada em um coquetel para convidados no dia 11, às 19h, na loja especializada em música brasileira Pérola Negra, nos Barris. Ao final, o artista promoverá uma roda de samba.

Para produzir o trabalho, iniciado em 2003, o autor pesquisou a origem do gênero por quatro anos, três deles enfurnado em cidades do Recôncavo – Cachoeira, Santo Amaro e São Francisco do Conde -, onde pesquisou o ritmo característico da região. “Foram quatro anos de produção e oito anos à espera de alguém que tivesse interesse em lançar o livro. Ele é resultado de uma imersão profunda no universo do samba-chula e da cultura negra baiana”, conta Roque Ferreira.

Foi o amigo e produtor cultural, Luis Claudio Nunes, que resolveu investir no projeto. “Sou um admirador antigo de Roque, morei no Recôncavo e já tinha interesse pelo tema. Tentei conseguir parcerias para editar e lançar o livro, mas não deu certo e resolvi bancar sozinho. As pessoas precisam ter acesso a esse material riquíssimo. O leitor terá em mãos uma verdadeira aula sobre a história do samba na Bahia”, diz Luis Claudio.

O livro chega ao mercado com preço médio de R$ 50 e traz ainda um cd com 70 sambas-chula característicos do Recôncavo, todas de domínio público. Segundo o compositor, inicialmente, a proposta era realizar uma pesquisa de campo, tendo como foco os principais grupos de samba e algumas sambadeiras da região.

“Buscava reunir o maior número possível de composições lítero-musicais de autoria anônima, obras que expressam a mais genuína poesia popular. No decorrer da pesquisa, no entanto, percebi que o samba-chula era muito maior. Trata-se de uma expressão cultural-religiosa-profana integrada não só ao candomblé e à cultura negra, mas resultado da convergência cultural de diversos povos”, explica.

Além deste trabalho, Roque Ferreira escreveu outros cinco livros, ainda não publicados. “Tenho três romances e dois livros de conto, mas a minha paixão mesmo é pesquisar a história do samba e da música popular. Estou sempre mergulhado em temas que possam render bons sambas e, por meio deles, divulgar a cultura da Bahia, o meu principal propósito como artista”, afirma.








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