As restrições na infraestrutura do Aeroporto de Salvador tem prejudicado os passageiros que precisam utilizar o local.
Dos cinco banheiros do primeiro piso, dois estavam interditados na manhã de ontem; em uma das escadas rolantes, metade não estava funcionando. A infraestrutura do aeroporto assusta.
O problema enfrentado por turistas que circulam pelo Aeroporto Internacional de Salvador quando viajam é vivenciado por aqueles que lá trabalham todos os dias. Eles acompanham e relatam tudo: banheiros interditados ou sujos, bebedouros com limo e possível contaminação, pisos sem varrer.
Os vendedores e funcionários são informados pela Infraero, que administra o terminal, de que os banheiros estão interditados para a limpeza e manutenção. Mas os sanitários ficam fechados por horas, às vezes dias, atrapalhando a rotina de quem trabalha no local. “Como fico sozinha, frequentemente tenho que fechar a loja (no terceiro pavimento) para usar o banheiro lá embaixo (no piso de desembarque)”, contou a vendedora Roseane Lemos, 51, que trabalha no aeroporto há 23 anos.
Mas, mais difícil do que achar um banheiro aberto é encontrar um limpo. “Tem horas que a gente não consegue entrar. Muito sujo, papéis pelo chão, tudo molhado e um mau cheiro triste”, apontou Roseane.
Segundo os vendedores, os banheiros fechados têm desorientado os usuários. “A gente que já conhece sai procurando, mas para os passageiros essa situação é péssima”, relatou Débora Santana, 38, funcionária de uma loja. “Onde fica o banheiro que não está interditado?” é a frase que a vendedora Rafaela Vasconcelos, 30, diz que mais ouve dos clientes.
Para ela, difícil não é orientar os viajantes, mas ter que lidar com a sujeira. “Não é nem que eles não limpem direito, é que não tem gente suficiente para limpar tudo”, indicou.
O secretário estadual do Turismo, Nelson Pelegrino, foi procurado para comentar o tema mas afirmou, via assessoria, que não poderia ser entrevistado por conta de compromissos.
A Infraero prometeu se posicionar sobre as críticas, ontem, mas até o fechamento da edição não havia enviado respostas aos questionamentos.
Sobre a mensagem recebida pelo analista de sistemas Cláudio Ferraz, a Gol informou que “a orientação para antecipação de 2 horas para embarque em trecho doméstico busca, principalmente, proporcionar a melhor experiência durante todo o processo de viagem aos clientes da Gol”, com o fim de “minimizar atrasos”.

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