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domingo, 27 de novembro de 2016

Empresas continuam a maquiar preços de produtos na Black Friday

Em balanço parcial da edição 2016 do dia de descontos, o Procon-SP já fez mais de 300 atendimentos, sendo que 197, foram denuncias dos consumidores brasileiros sobre fraudes nos preços
A edição do Black Friday 2016 sofre com os velhos fantasmas de anos anteriores. Maquiagem de preços nos produtos, mudança de preço ao finalizar a compra e instabilidade nos sites participantes no dia de descontos foram apurados pela Fundação Procon-SP nesta sexta-feira (25).

Em balanço parcial divulgado às 11 horas o órgão registrou 306 atendimentos aos consumidores por meio do telefone 151 e pelas redes sociais. Desses atendimentos realizados até o momento 197 foram denuncias e reclamações dos consumidores sobre problemas encontrados durante a compra na Black Friday.

O órgão informou ainda que, dos 306 atendimentos, 109 foram orientações e atendimentos pelos diversos canais com os consumidores que resolveram aproveitar a data para realizar compras e até mesmo antecipar a compra de presentes e produtos para o Natal.

O órgão informou ao Brasil Econômico ainda que, desses atendimentos 19,80% deles referem-se à maquiagem de descontos em produtos, serviços e no valor do frete; 17,77% sobre a mudança do preço do produto ou serviço na finalização da compra. Outros 5,58% afirmaram que o pedido foi cancelado sem justificativa pela empresa; 18,78% o produto ou o ser anunciado pela empresa estava indisponível para a compra e 2,03% dos consumidores relataram e reclamaram de que os sites que tentaram efetuar uma compra estavam intermitentes, congestionados e até apresentaram página bloqueada.

Reclamações
O Procon-SP não soube informar quais as empresas reclamadas até o presente momento.  A data, considerada a segunda melhor em vendas, perdendo apenas para o Natal, tem expectativa de movimentar R$ 2 bilhões este ano.  Lojas de vestuário, calçados, shoppings centers, petshops e até outlets aderiram ao dia de descontos, que em algumas operações, vai durar todo o final de semana.

As reclamações apuradas este ano, repetem as queixas das edições anteriores. Dados do site responsável por trazer o evento ao Brasil – o blackfriday.com.br e do Reclame Aqui, apontam que desde nas três edições anteriores, de 2013 a 2015, as queixas são as mesmas: problemas para acessar os sites participantes, falta de estoque, problemas na finalização dos pedidos e maquiagem nos preços dos produtos ofertados em promoção.

Em 2013 as empresas computaram 8,5 mil reclamações dos consumidores por problemas para acessar os sites participantes na Black Friday. Em 2014, a reclamação sobre o acesso e a dificuldade em fechar o pedido chegou a 12 mil. Em 2015, 4,4 mil consumidores relataram ter encontrados produtos com preços maquiados e dificuldade em finalizar a compra.

Compras efetuadas
Levantamento realizado pela Zanox apontou que até o presente momento foram realizadas 207,212 vendas no e-commerce, dentro da rede global da empresa, nas primeiras horas da Black Friday.  Entre as plataformas mais utilizadas pelos consumidores para as compras online o desktop representa 40%, smartphone 35% e tablets 25%.

Fonte: Economia - iG 

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