Número de pessoas com o vírus HIV aumentou mais de 50% entre os jovens nos últimos anos
A AIDS continua sendo motivo de preocupação no Brasil. De acordo com pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde, o número de pessoas com o vírus HIV aumentou mais de 50% entre os jovens de 2006 até os dias atuais. O número é preocupante, já que essa parte da população encontra-se na faixa etária de 15 a 24 anos. Esse valor está crescendo porque os jovens têm mais parceiros, estão se protegendo menos e muitos não têm a consciência da gravidade da doença.
Segundo os médicos, os brasileiros sabem que a camisinha é a melhor forma de prevenir doenças sexualmente transmissíveis, no entanto, muitos esquecem ou não usam o preservativo no ato sexual. Uma Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira de 15 a 54 anos de idade (PCAP), que avalia o comportamento sexual, revela que mais de 40% dos nordestinos estão usando cada vez menos a camisinha.
De acordo com o médico da Vitalmed, Guilherme Lazzari, por mais que a AIDS seja amplamente conhecida, tanto na forma de contágio como na prevenção, ainda falta conscientização, principalmente entre os jovens. “A camisinha ainda continua sendo a forma mais eficaz de prevenção durante o sexo vaginal, anal e oral. Além disso, é fundamental evitar uso de drogas, compartilhamento de agulhas e seringas”.
Doença silenciosa
Guilherme Lazzari ainda explica que é aconselhável que, pessoas que passaram por situações de risco, como ter feito sexo desprotegido, faça o teste sempre que houver essa exposição de risco. “Existem testes rápidos realizados, gratuitamente, em postos de saúde. Todos esses pontos podem ser consultados pela internet ou pelo Disk Saúde no telefone 136. Vale ressaltar que, quem transou sem proteção, pode ter contraído a doença, mesmo o exame dando negativo inicialmente. Por isso, sempre consulte um médico quando houver dúvidas ou exposições de risco.”.
Em casos de urgência, como o rompimento do preservativo, o Ministério da Saúde alerta para o uso do kit Pós-Exposição Profilática (P.E.P.), distribuído pela Rede Pública de Saúde, mas pouco conhecido pela população. Trata-se de um tratamento de quatro semanas com doses diárias de medicamentos, em forma de pílulas, contra o vírus, que pode reduzir as chances de infecção após a exposição ao HIV. O tratamento deve ser iniciado em até 72 horas. O tratamento deve ser seguido à risca para melhor eficácia.
“Atualmente, pessoas que convivem com o vírus podem ter uma vida normal. O tratamento consiste em uma série de cuidados e estilo de vida, assim como a tomada de medicamentos chamados antirretrovirais. O esquema de tratamento pode variar de acordo com o estágio da doença e com a aceitação do paciente aos efeitos colaterais apresentados”, conclui Lazzari.

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