No dia 4 de janeiro comemora-se o Dia do Hemofílico no Brasil. A data é marcada pelo falecimento do cartunista e escritor brasileiro, Henrique de Souza Filho, o Henfil, em 1988. Henfil e seus irmãos (O sociólogo Betinho e o músico Francisco Mário) morreram em decorrência de complicações do antigo tratamento dispensado para a Hemofilia. A data tornou-se importante para a reflexão dos brasileiros a respeito do diagnóstico e tratamento da doença, haja vista que o Dia Internacional da Hemofilia se comemora em 17 de abril.
A Hemofilia é uma doença de origem genética e habitualmente hereditária, caracterizada por uma alteração da coagulação do sangue, que provoca sangramentos e hemorragias. Pessoas com Hemofilia têm níveis baixos de um determinado fator de coagulação no sangue.
Existem dois tipos: Hemofilia A (deficiência de fator VIII) e Hemofilia B (deficiência de fator IX). É mais provável que a hemofilia ocorra em homens do que em mulheres, porque a doença é fruto de um defeito genético ligado ao cromossomo X. Como os homens têm apenas um cromossomo X, o gene defeituoso está garantido a se manifestar em qualquer homem que o carrega.
Estima-se que a prevalência da doença seja 1 para cada 10 mil nascidos para Hemofilia A, e 1 para cada 50 mil nascidos para Hemofilia tipo B. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem mais de 12 mil pessoas com Hemofilia A e B. No estado da Bahia, existem aproximadamente 850 pacientes com esta patologia.
Quais são os sintomas da Hemofilia?
O sangramento é a manifestação clínica mais importante da Hemofilia. Os hemofílicos graves podem apresentar hemorragias espontâneas, muitas vezes, sem causa aparente, ou até mesmo secundária a sobrecarga ou atividade física e esforço. Os joelhos são frequentemente atingidos, pois suportam grande parte do peso do corpo. Outras juntas (articulações) também podem ser atingidas, como cotovelo, punho e tornozelo.
A pele, os músculos e as mucosas também são locais que podem apresentar sangramento. As manchas roxas, conhecidas como equimoses, aparecem quando o sangramento ocorre na pele. Se ocorrer no tecido subcutâneo e músculos, gerando coleções de sangue, denomina-se de hematomas.
Como é feito o tratamento?
Na maioria dos casos, a Hemofilia é tratada repondo o fator de coagulação deficiente, que deve ser feita sempre com supervisão médica. O tipo de Hemofilia vai determinar o tipo de fator a ser reposto, sendo Fator Vlll para o tipo A e Fator lX para o tipo B. O medicamento é fornecido pelo Ministério da Saúde e distribuído gratuitamente pelos hemocentros do país.
A Federação Mundial de Hemofilia recomenda que o atendimento ao hemofílico seja feito por uma equipe multidisciplinar. Nesse tipo de atendimento, interagem profissionais com diferentes formações acadêmicas da área da saúde, avaliando o paciente, não apenas no aspecto físico, como também psicossocial.
A Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) oferta um serviço ambulatorial que assiste pacientes, de todo o estado, diagnosticados ou com suspeitas de doenças hematológicas benignas, tais como Hemofilia e outras coagulopatias. Os pacientes dispõem de equipe multidisciplinar (médicos, psicólogos, fisioterapeutas, odontólogos, enfermeiros, assistentes sociais e laboratório especializados) com profissionais preparados para proporcionar qualidade de vida e atendimento humanizado.
Para obter mais informações sobre o Serviço ambulatorial da Fundação Hemoba, acesse www.hemoba.ba.gov.br e clique na aba de Serviços > Ambulatório.
Ascom/Hemoba

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