Reconhecido em âmbito nacional e internacional como um dos mais importes arquivos públicos estaduais do Brasil, o Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb) completa 127 anos nesta segunda-feira (16) e disponibilizando melhor atendimento ao público, com a recém-inaugurada ferramenta ICA AtoM, que gerencia documentos na plataforma online. Com isso, pesquisadores de qualquer parte do mundo já têm acesso ao Guia de Fundos do Arquivo e às descrições dos documentos que compõem a Coleção da Independência do Brasil na Bahia com apenas alguns cliques.
Outra novidade é que o acervo documental produzido e acumulado pela Comissão Estadual da Verdade foi recolhido pelo Apeb e estará disponível para consulta em março, descrito em conformidade com a Norma Brasileira de Descrição Arquivística, no sistema AtoM. Na área da estrutura física, o Arquivo também traz avanços. Na última quarta-feira (11), o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon (FPC), órgão ao qual o Apeb está vinculado, Zulu Araújo, esteve em Brasília, junto ao ministro da Cultura, Roberto Freire, para tratar do projeto de restauração do prédio onde funciona o Arquivo, na Baixa de Quintas.
A proposta apresentada ao Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao MinC, busca requalificar a sede do Arquivo Público, na qual estão inserias ações como a adequação dos espaços de arquivos permanente e intermediário, além de adequá-los aos serviços administrativos e de atendimento público.
Desde a sua criação, em 16 de janeiro de 1890, a instituição desempenha importante papel no estudo da sociedade brasileira e da soberania do Estado. A instituição que guarda parte significativa da história nacional, passou a ser vinculada à FPC, unidade da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), em dezembro de 2002.
Raridade
Documentos raros, manuscritos originais, correspondências diversas, inventários, registros de passaporte, livros de notas, escrituras, e mais, fazem parte do extenso e rico patrimônio de documentos produzidos e acumulados nos períodos colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são consultados por pesquisadores de todo o Brasil e outros países, diariamente no Apeb. Em 2016, foram mais de quatro mil pesquisadores atendidos no Arquivo.
arquivo
Acervo do Arquivo Público possui documentos raros, manuscritos originais, inventários, entre outros.
A criação dos Anais do Apeb também está aniversariando, e completa 100 anos este ano. Os Anais tem objetivo de divulgar o acervo custodiado, seja por meio da transcrição de documentos ou de artigos escritos por pesquisadores. O primeiro volume foi publicado por orientação do governador - à época Antônio Ferrão Muniz de Aragão.
Segundo a diretora do Apeb, Teresa Matos, há a intenção de digitalizar o primeiro volume, que reúne 158 folhas, e deve ser disponibilizado em breve. “Ao longo do tempo, foram publicados 60 volumes, de 1917 a 2014. Estamos também concluindo a revisão de alguns instrumentos de pesquisa que deverão ser disponibilizados em PDF no site da Fundação e, também, na Sala de Consulta de Manuscritos e Impressos até o mês de março. Este ano, vamos dar ênfase à presença do Apeb na web”. Saiba mais sobre o Apeb no site institucional.
Fonte: Ascom/Fundação Pedro Calmon (FPC)
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