O Salvador Card é muito utilizado por passageiros de ônibus da capital baiana. O serviço – gerido pelo Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps) – é indispensável para estudantes e trabalhadores. Mas, apesar de consolidada, a ferramenta gera questionamentos sobre a validade e o uso dos créditos do Vale Transporte.
Mesmo sem sofrer alterações durante o ano, o sistema de bilhetes estabelece que os usuários “gastem” as passagens em três meses (60 dias, fora o mês em que a recarga foi feita). Ou seja, se o passageiro não utilizar todo o crédito no período determinado, este expira e só volta a ter validade caso a empresa contratante solicite. A lógica do sistema, que além de burocrática, é complicada de entender, gera uma espécie de renda fixa para a Integra Salvador.
Questionado, o gerente de Informações aos Usuários da Integra, Cláudio Malamut, levou dois dias para explicar — entre aspas — a regra para o ressarcimento e acabou evidenciando ainda mais a burocracia. “Vamos ao exemplo: estamos em janeiro. Um cliente pediu hoje o ressarcimento de créditos vencidos. São 60 dias, fora o mês. Não conta janeiro – já que é fora o mês – você tem dezembro e novembro, dos 60 dias. Quando me solicitar em janeiro, vou devolver os créditos vencidos referentes ao mês de outubro”, afirmou. Entendeu? Nem nós.
Pouco claro o assunto é espinhoso até para o secretário de Mobilidade, Fábio Mota, que não soube dar detalhes sobre o Vale Transporte – apesar de estar na pasta desde 2014. “A validade dos créditos do cartão é definida por lei. Tem um decreto municipal que regulamenta. Está aí há muito tempo, não é uma coisa nova. Vou até me aprofundar mais nesse assunto para saber qual é a justificativa disso”, afirmou.

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