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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Especialista dá dicas de como evitar problemas com o uso inadequado da mochila


Além do peso, a professora afirma que devem ser tomados cuidados com o tipo de mochila e com a forma de uso

Salvador, 10 de janeiro de 2018 – As férias escolares estão acabando e faltam poucos dias para o início das aulas na maioria das escolas. Uma preocupação que os pais devem ter é com o peso que será colocado nas mochilas dos filhos. A coordenadora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Estácio da Bahia, Daniella Gomes, dá algumas dicas de como evitar os problemas provocados pelo excesso de peso.

De acordo com a especialista, o peso e o tipo de mochila utilizado por crianças e adolescentes podem originar sérios problemas de postura, por possuírem ação direta na coluna vertebral, gerando uma lesão por sobrecarga devido ao seu uso contínuo. “Um dos acometimentos mais comuns é a hipercifose, conhecido popularmente como corcunda. A criança curva os ombros para frente para equilibrar o peso da mochila e o seu peso corpóreo acentuando a hipercifose”, destaca Daniella.

A professora informa que na mochila não deve ser carregado mais do que 10% do peso corporal. Então, por exemplo, uma criança que possui 40 quilos não deve carregar mais que 4 kg nas costas.

Além do peso, Daniella ressalta que devem ser tomados cuidados também na hora da escolha da mochila e na forma de uso. “Quando escolher as mochilas, observe se elas possuem alças largas e acolchoadas, pois elas distribuem melhor o peso por atenderem uma área maior dos ombros e minimizam a sobrecarga sobre os mesmos”, explica.

Segundo a professora, a mochila deve ser posicionada de forma que fique centralizada na coluna vertebral com as alças ajustadas simetricamente nos ombros. Desta forma, há uma distribuição adequada do peso, minimizando a necessidade de inclinações para compensações, pois estas geram sobrecarga nos músculos, ossos e articulações, o que potencializa o desenvolvimento de dores e lesões. “O ajuste das alças deve feito de acordo com o tamanho da criança, reguladas de forma que a parte inferior da mochila fique na linha da cintura ou um pouco abaixo, mas nunca abaixo da altura dos glúteos”, afirma.

Daniella Gomes diz que as mochilas com rodinhas também são aceitáveis, desde que respeitem a carga de no máximo 10% do peso corporal. Ela também recomenda alguns cuidados ao puxá-las para que não gerem lesões. “As crianças não devem estar inclinadas para trás, nem devem ter que girar o tronco em grande amplitude para carregar a mochila, que deve ficar próxima ao corpo, quase ao lado e na altura da cintura para que a criança ande ereta e não posicione a mão muito para trás”, explica a professora



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