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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Petrobras e carga tributária elevam preço dos combustíveis

Os postos revendedores são a ponta final da cadeia do setor de combustíveis, sendo o elo mais frágil e visível para o consumidor. Para o Sindicombustíveis Bahia, os verdadeiros responsáveis pelas sucessivas altas nos preços dos combustíveis são a Petrobras e a alta carga tributária. 

A Petrobras promoveu nesta segunda-feira (19/02) mais um aumento de 1,50% no preço do diesel e de 1,82% no preço da gasolina, comercializados nas refinarias. Desde a adoção da nova política de ajuste de preços (julho de 2017), o preço da gasolina comercializado nas refinarias acumula alta de 15,45% e, o do diesel, valorização de 16,81%. 

O presidente do sindicato dos revendedores de combustíveis, José Augusto Costa, ressalta que os impostos respondem por cerca de 50% do valor dos combustíveis. Ele lembrou que o PIS/Cofins na gasolina quase dobrou desde janeiro de 2016. Já o ICMS sobre o combustível aumentou quase 20% no mesmo período. 

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea-USP), o preço final da gasolina é composto, aproximadamente, por: 31% preço nas refinarias, 8% custo de adição de álcool anidro, 50% impostos (Cide, PIS, Confins e ICMS) e 11% margem de ganho das distribuidoras e dos postos.

Vale ressaltar que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, cabendo a cada posto revendedor decidir se irá repassar ou não ao consumidor os reajustes de acordo com suas estruturas de custo. Entretanto, é importante manter a sociedade informada sobre a formação de preços e agentes envolvidos para que a revenda não seja responsabilizada por alterações que acontecem em outras etapas da cadeia de produção de combustíveis.

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