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terça-feira, 13 de março de 2018

Ativistas do Teatro do Oprimido participam de ação no Fórum Social Mundial

Brasil, Senegal e Argentina são representados em encontro com cenas de teatro fórum e debate sobre o uso da arte como ferramenta política



No dia 17 de março (sábado), às 19h, o Teatro do Goethe-Institut Salvador-Bahia recebe a ação “O Teatro do Oprimido entre África e Latino-América”, que apresentará cenas de teatro fórum e uma roda de conversa, integrando a programação do Fórum Social Mundial. O evento, aberto ao público, reúne o diretor de teatro Diol Mamadou (Senegal), o Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB), o Movimiento Popular La Dignidad (Argentina) e Julián Boal, praticante de Teatro do Oprimido fundado por seu pai, o teatrólogo brasileiro Augusto Boal, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. 

Criado para aliar o teatro à ação social, fazendo da arte instrumento de emancipação política, o Teatro do Oprimido faz com que a criação teatral deixe de ser apenas produto de consumo e se torne prática a serviço das lutas populares. Atualmente, esse método experimenta um paradoxal destino, no qual sua notória expansão mundial se combina, algumas vezes, à diluição de sua força enquanto prática crítica. Na roda de conversa deste encontro, serão apresentados exemplos de usos do Teatro do Oprimido junto a movimentos sociais de várias partes do mundo.

Em residência na capital baiana como residente do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, Diol Mamadou é diretor artístico do Teatro Fórum Kàddu Yaraax e criador do Festival Senegalês de Teatro Fórum. Nesta temporada, ele ministrou oficina para um grupo de integrantes do MSTB, tendo também conhecido suas ocupações e filosofia, compartilhando o modo como utiliza o teatro fórum como ferramenta de descolonização do teatro e de luta social no Senegal. As cenas resultantes deste processo serão apresentadas no evento, assim como cenas trazidas pelo Movimiento Popular La Dignidad.


VILA SUL – Oficialmente inaugurado em novembro de 2016, o Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia é o terceiro no âmbito geral das 159 unidades do Goethe-Institut existentes no planeta, e primeiro e único da rede no “sul global”, abaixo da Linha do Equador. Sua proposta é de fortalecer interlocuções entre o Brasil e demais países do hemisfério Sul a partir da presença de artistas de todo o mundo. A vinda dos residentes se baseia no seu interesse genuíno em questionamentos que abordem perspectivas do tema ou que promovam o diálogo entre países deste hemisfério. Além de vivenciar a cidade e o estado, os visitantes têm contato com produções e agentes culturais locais, num intercâmbio de referências, experiências e conhecimentos. Entre 2016 e 2017, 40 artistas e agentes culturais já experimentaram esta oportunidade. Atualmente, entre janeiro e março de 2018, mais quatro residentes estão hospedados: além de Mamadou, participam o escritor Boris Pofalla (Alemanha), a DJ Ipek (Alemanha/Turquia) e a artista multidisciplinar Paz Ortúzar (Chile). 

A residência de Diol Mamadou no Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia tem o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.



O Teatro do Oprimido entre África e Latino-América

Com: Diol Mamadou (Senegal), Movimento Sem Teto da Bahia (Bahia), Movimiento Popular La Dignidad (Argentina) e Julián Boal (Rio de Janeiro)

Quando: 17 de março (sábado), 19h

Onde: Teatro do Goethe-Institut Salvador-Bahia

(Av. Sete de Setembro, 1809, Corredor da Vitória)

Quanto: Gratuito

Realização: Goethe-Institut Salvador-Bahia | Fundação Rosa Luxemburgo | Teatro Fórum Kàddu Yaraax | Movimento Sem Teto da Bahia | Movimiento Popular La Dignidad | Instituto Augusto Boal | Fórum Social Mundial

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