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segunda-feira, 5 de março de 2018

Banhistas devem ficar atentos aos ventos fortes no final do verão

Março é conhecido entre navegantes e banhistas como mês de maré alta, ventos fortes e ressaca no mar. O verão, estação de dias mais longos, termina em 20 de março, época em que, historicamente, tem início o período de chuvas na capital baiana. As praias com maior número de ocorrências são Jaguaribe, Farol de Itapuã e Jardim de Alah, mas é sempre bom estar atento aos demais trechos.

Segundo o coordenador do Salvamar, João Luis Gomes de Moraes, as águas de março não são mais as mesmas de 10 anos atrás, mas ele alerta que os riscos continuam. Todo cuidado é pouco, tanto para soteropolitanos e turistas que pretendem curtir os últimos dias de verão na orla de Salvador, com seus 50 km de praias. “Dizemos que todo em todo meio aquático o cuidado deve ser redobrado”, destaca Moares.

Apenas no mês de janeiro deste ano, o órgão registrou 113 ocorrências, sendo 101 resgates de afogamento e 12 crianças perdidas. Desse total, 54 foram com turistas e 59 com soteropolitanos, por isso é importante que, ao chegar à praia, o banhista procure um salva-vidas para pedir orientações sobre o melhor local para banho, sobre a existência de pedras ou buracos e correntes de retorno.

“Se no local não tiver salva-vidas, a água deve ficar na altura da cintura para que se possa ter um lazer seguro”, orienta o coordenador. Ainda de acordo com o profissional, os casos relacionados a crianças perdidas são recorrentes, pois geralmente o responsável se distrai. “O ideal é não deixar a criança sozinha nunca e que ela (a criança), não fique distante mais que 40 centímetros”, alerta.

O presidente da Colônia de Pescadores Z 06 de Itapuã, Ednaldo Amorim, explica que nesse período as navegações devem ser reduzidas. “Os ventos ficam mais fortes, principalmente durante à noite, é um perigo constante. Recomendamos, inclusive, deixar as embarcações fora do mar para evitar surpresas, e para isso é muito importante que sigam as regras de navegação”.

Estrutura - A Salvamar atua com um efetivo de 242 profissionais – em escalas de 8h às 18h – nas praias de Jardim de Alah até Ipitanga, além das ilhas de Maré e dos Frades. Em 2017, a Salvamar registrou 1.123 ocorrências envolvendo resgate de vítimas de afogamento, sendo que, dessas ocorrências, 160 correspondem ao número de crianças perdidas nas praias de Salvador.

Investimento – No último ano, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) investiu cerca de R$ 360 mil com equipamentos para a Salvamar, como 15 pranchas long board; 40 rescue tube; 120 bandeiras; uniforme novo, sendo 300 camisas e 300 sungas; 300 protetores labiais; 300 apitos; 100 mastros; 250 garrafões térmicos de 3 litros; além da entrega de 16 novos mirantes e da reforma de outros 16 antigos.

A piscina foi requalificada, com aquisição de bomba, raias e ganchos, para proporcionar maior qualidade à preparação física e melhorar o desempenho dos agentes. Também foram realizadas melhorias na estrutura física da sede, incluindo reforma das instalações elétricas, pintura e trabalho de paisagismo. Três veículos novos, sendo duas kombis e uma pick-up, foram incorporados para melhor atender à equipe de salva-vidas.

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