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terça-feira, 27 de março de 2018

BTCA apresenta “Urbis in Motus” na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Projeto multimídia une dança, vídeo e intervenção urbana para discutir misoginia, racismo e LGBTfobia



Para o Balé Teatro Castro Alves (BTCA), abril, Mês da Dança, começa com mais uma apresentação de “Urbis in Motus” no circuito de universidades de Salvador. Estreado no último mês de novembro, este mais novo projeto artístico da companhia pública de dança da Bahia chega à Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública no dia 4, às 18h30, no Campus Cabula. Interação de performance e coreografia ao vivo, videomapping e intervenção urbana, a criação parte de temas urgentes que resguardam a diversidade e mobilizam lutas de minorias sociais: misoginia, racismo e LGBTfobia – pautas oportunas de serem refletidas com o público de estudantes acadêmicos.

“Urbis in Motus” (“cidade em movimento”, em latim) é uma proposição de Davi Cavalcanti (VJ Gabiru) juntamente com o diretor artístico do BTCA, Antrifo Sanches, e a assessora artística da companhia, Dina Tourinho, com o suporte do Núcleo de Pesquisa do Balé. Dois artistas-pesquisadores foram convidados para desenvolver as coreografias com a companhia: os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretores teatrais Djalma Thürler, instigado pelas questões de LGBTfobia, e Meran Vargens, com o tema da misoginia. Já a pauta do racismo é abordada em um videodança, exibindo um solo do bailarino Renivaldo Nascimento (Flexa II).

Para este trabalho coletivo e reflexivo, o BTCA e sua equipe, diretores e coreógrafos, assim como os criadores do figurino e da trilha sonora, atuaram de forma dialógica e imersiva por um período de três meses. Questionar intolerâncias e acionar diferentes linguagens artísticas para expressar poeticamente a defesa das liberdades foram os guias desta produção.



ARGUMENTO – Se, por um lado, bilhões de smartphones, computadores e outros dispositivos estabeleceram um fluxo de comunicação global, a tão conceituada “aldeia global”, por outro lado, tem avançado em todo o mundo uma onda de conservadorismo – seja pelas zonas de guerra, regimes totalitários, fundamentalismos religiosos, ditaduras do mercado de capitais, avanço de ideias fascistas, retrocesso de direitos civis, sociais e trabalhistas. Distâncias foram encurtadas, mas vê-se emergir um paradoxo sobre a ideia de solidariedade. As fronteiras se enrijecem, intolerâncias ficam nítidas e a negação do outro toma o lugar da celebração e da vivência da diversidade, o que ainda ressoa no esvaziamento dos espaços coletivos de convivência nas cidades. “Urbis in Motus” propõe o diálogo entre estas tantas ideias, colocando a produção artística em seu papel fundamental de liberdade, unindo multimídia e interatividade para destacar aquilo que temos de humanidade. O BTCA vai para as ruas, para mais perto das pessoas, se alinhando a um movimento mundial de criação de obras contemporâneas que dialogam com o patrimônio histórico-arquitetônico, discutem o acesso à arte e o próprio espaço da arte no cotidiano das cidades e das pessoas.



BTCA – Companhia pública de dança contemporânea fundada em 1981, o BTCA tem o dançarino, coreógrafo, produtor e professor Antrifo Sanches como diretor artístico. Trata-se de corpo artístico estável mantido pelo Teatro Castro Alves (TCA), Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).



SERVIÇO

Urbis in Motus – Balé Teatro Castro Alves

Concepção: Davi Cavalcanti (VJ Gabiru), Antrifo Sanches e Dina Tourinho

Direção Coreográfica: Djalma Thürler, Meran Vargens e Renivaldo Nascimento (Flexa II)

Onde: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Unidade Acadêmica Cabula – Rua Silveira Martins, nº 3386

Quando: 4 de abril (quarta-feira), às 18h30

Classificação indicativa: 12 anos

Acesso livremente aberto público

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