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sexta-feira, 2 de março de 2018

MAB expõe máscaras e sátira de Renato da Silveira

Uma explosão de sentidos e o monumental trabalho de arte gráfica do artista e professor Renato da Silveira, ou só Renatinho, vão ser a tônica da exposição que o Museu de Arte da Bahia (MAB), administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), no Corredor da Vitória, em Salvador, inaugura no próximo dia 8 em imponentes painéis do projeto ‘Máscaras Afro-Brasileiras’ de um lado, e de outro, produções digitais satirizando políticos e lideranças do Brasil de nossos dias, a quem o artista denomina de ‘A Peleja da Galera Omô Lodjô contra o Condado Brasiliense'. 

A mostra já passou por São Paulo e Japão e é apresentada pela primeira vez na Bahia, como uma atividade do 13º Fórum Mundial Social 2018, que acontece em Salvador de 13 a 17 deste mês. É composta por 50 painéis e plotagens dos trabalhos do artista, vídeos sobre o processo de produção gráfica das obras e a trilha musical de ‘Vozes do Outro Mundo: Minhas Estrelas Negras’, parte do projeto ‘Omô Lodjô’.



O projeto começou em 2010, com as ‘Máscaras Negras’, motivado pelas fotografias de Hans Silvester sobre as pinturas corporais das populações do Vale do Rio Omô, na Etiópia. Segundo Renatinho, "o desafio foi transformar a arte da fotografia em uma arte digitalizada, realizada na técnica e extremamente zelosa com a perfeição do acabamento, tal como um produto de designer". A exposição fica aberta ao público até o dia 8 de abril, com entrada gratuita. 


O artista e sua trajetória

Renato da Silveira, nascido em Salvador, no ano de 1944, é artista visual e designer gráfico desde 1967, com trabalhos em pinturas e serigrafias expostos em museus de Salvador, São Paulo, Paraíba, e também da Alemanha, Cuba,Chile e Estados Unidos. Realizou exposições individuais em Salvador, em Paris (França), no Elevado Costa e Silva (Minhocão), em São Paulo, Nova York e Dallas e nas cidades japonesas de Kyoto e Kamakura. 
Também fez carreira universitária na Universidade Federal da Bahia (Ufba), tendo obtido o título de doutor em antropologia na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris em 1986, com pós-doutoramentos no parisiense Centre d’Anthropologie des Mondes Contemporains em 2001-2002. Em 2006, publicou o livro de sua autoria, ‘O Candomblé da Barroquinha: processo de constituição do primeiro terreiro baiano de keto’.

Fonte: Ascom/Museu de Arte da Bahia (MAB)

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