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segunda-feira, 19 de março de 2018

Setor industrial registra elevação de 2,5% em relação ao ano passado

Setor industrial se mostra cada vez mais participativo na economia nacional. Após uma queda na produção em 2016, o segmento registrou uma elevação de 2,5% no índice no ano passado. Além disso, projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam previsão de aumento de 3% do PIB industrial em 2018.



Para manter essas atividades, porém, o setor precisa utilizar bastante água. De acordo com Agência Nacional de Águas (ANA), a indústria de transformação, por exemplo, é o terceiro segmento que mais utiliza o recuso, ficando atrás da agricultura irrigada e do abastecimento urbano.

No entanto, o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abequim), Mauro Machado Júnior, afirma que, ao longo do tempo, o setor tem se preocupado cada vez mais com a economia da água e a preservação da natureza. Ele explica que práticas adotadas dentro da própria associação são exemplos do uso consciente do recurso no setor produtivo.

“Nós temos um indicador específico, que é a quantidade de água consumida pela quantidade de produto produzido. Se nós compararmos os números de 2006 para 2016, nós conseguimos uma redução de 25% nesse consumo. Isso significa que, para produzir, hoje, uma tonelada de produto, eu consumo 25% a menos de água do que eu consumia em 2006”, disse Machado Júnior.

Uma das instituições que defende o uso racional da água é a The NatureConservancy (TNC), organização internacional, especializada na conservação da biodiversidade e do meio ambiente. O gerente de água da ONG, Samuel Barreto, afirma que nenhum setor precisa ser privado da utilização da água. Na avaliação do especialista, equilíbrio é a palavra-chave para atender demandas sem desperdiçar esse bem tão escasso.

“Tem um campo de melhoria para todos, desde a indústria, a agricultura e o uso doméstico. É possível melhorar o padrão de uso racional para todas essas áreas. A questão não é não usar, mas é usar de forma inteligente, é usar de forma racional. Investindo em conhecimento, investindo em tecnologia, investindo na redução de perdas e trazendo para essa equação de segurança hídrica”, destaca Barreto.

Além do manejo econômico da água, a Associação Brasileira da Indústria Química estima que entre 2006 e 2015 houve redução de 31% na geração de efluentes, nome dado aos resíduos descartados pela indústria. Segundo a associação, os fatores que contribuíram para isso foram a redução de vazamentos e as melhorias nos ciclos de lavagem dos equipamentos e segregação de descartes.

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