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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Balé Jovem de Salvador apresenta Mostra Memória em Processo

Finalizando as comemorações do mês da Dança, o Balé Jovem de Salvador (BJS) apresenta a Mostra Memória em Processo, no próximo sábado, dia 28 de abril, às 20 horas, no Espaço Xisto Bahia. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

O conjunto coreográfico reúne a montagem “Areia” do coreógrafo e diretor da companhia Matias Santiago e composições colaborativas de bailarinos do elenco com a peça “O Corpo e a Cidade”, levando ao palco do Xisto uma versão autoral do projeto NOCORPODACIDADE, em que o elenco do BJS realizou performances em monumentos da capital baiana, no mês de novembro de 2017, quando a companhia celebrou 10 anos.

Serviço

Mostra Memória em Processo

Data: 28 de abril

Horário: 20 horas

Local: Espaço Xisto Bahia

Endereço: Rua General Labatut, 27 – Barris

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)



NOCORPODACIDADE

Em 2017, o Balé Jovem de Salvador apresentou aos cidadãos e visitantes da capital baiana o projeto NOCORPODACIDADE, uma proposta artística que celebrou os 10 anos da companhia, olhando para a história de Salvador por meio de seus mais significativos marcos: os monumentos históricos, onde o elenco realizou instalações de dança, abertas ao público. O projeto foi contemplado pelo edital Arte Todo Dia - Ano III, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador.

As apresentações aconteceram no mês de novembro no Chafariz da Cabocla, Largo dos Aflitos, Caboclo Dois de Julho, Praça do Campo Grande, Monumento da Cruz Caída, Monumento a Maria Quitéria, Largo da Soledade e Monumento a Castro Alves, na praça homônima.

Os monumentos serviram de estímulo para cada criação, considerando sua história, memória, sua relação com a arquitetura da cidade e valorização do espaço público onde se encontram. "Considerando um corpo e suas marcas, cicatrizes que surgem pelo tempo, olhamos para a cidade e através de suas “tatuagens” pretendemos construir uma narrativa atualizada da importância do patrimônio material como legado fundamental para o entendimento de cidade, que através da dança ganha novas conotações", explica o diretor do Balé Jovem de Salvador, Matias Santiago.

Todo o processo de criação contou com a participação de um historiador que contribuiu de forma pedagógica no trabalho, trazendo conhecimentos da história para os jovens participantes. "Este cruzamento pedagógico entre Patrimônio e Dança foi de fundamental importância para a percepção e entendimento de pertencimento de uma cidade, suas implicações e responsabilidades com o espaço público, agora representado de maneira lúdica e contemporânea, contextualizando estes marcos da cidade com os dias atuais", diz Santiago. Todas as performances são fruto de criações coletivas que contaram com a contribuição de todo o elenco.

Balé Jovem de Salvador

Criado em 2007 por Matias Santiago, o Balé Jovem de Salvador é uma companhia de dança juvenil com o propósito de promover a capacitação profissional de bailarinos egressos das escolas e academias da cidade e do interior da Bahia, contribuindo para a promoção dos jovens artistas locais no mercado de trabalho da dança. O BJS também contribui com o desenvolvimento da cena artística local ao promover a qualificação técnica e estética dos novos agentes da dança, no que compete à ampliação da economia criativa e também do público apreciador desta linguagem.

As atividades de formação promovidas pelo BJS consistem em aulas abertas de diferentes técnicas em dança, com grandes professores, parceiros e convidados, nacionais e internacionais, além de ensaios de manutenção de repertório e processos criativos internos, realização de temporadas de espetáculos e também projetos de pesquisa e circulação de trabalhos da companhia.

O BJS já realizou inúmeras apresentações em Salvador (Teatro Sesc-Senac Pelourinho, Teatro Jorge Amado, Espaço Xisto Bahia, Mostra Tabuleiro da Dança, Teatro do ISBA e Teatro Castro Alves) e em cidades do interior do estado da Bahia.

Em 2014, a companhia foi contemplada pelo edital Arte em Toda Parte – Ano I e realizou o Conexão Barroquinha, projeto de criação de novas coreografias e remontagens, realização de workshops e temporada de seis apresentações no Espaço Cultural Barroquinha, em Salvador.

Em 2015, a companhia foi novamente contemplada pelo edital municipal, desta vez para execução do Conexão Bairros, um desdobramento do projeto anterior e que, dessa vez, levou as coreografias para praças públicas dos bairros do Cabula, Cajazeiras, Pirajá e Periperi, em Salvador. No mesmo ano, o BJS estreou Bantu, uma leitura contemporânea do legado dos povos bantos que chegaram ao Brasil e suas contribuições para a gênese brasileira. A montagem estreou em Salvador e foi apresentada em Pelotas (RS).

Também em 2015, o BJS estreou no Teatro Gregório de Mattos, dentro do projeto Cena, Som & Fúria, o espetáculo Na Bahia de SmeTAK, junção de duas obras do repertório do BJS, que propõem o diálogo entre cena e som de maneiras distintas: em Na Bahia, o som das ruas e festas de Salvador gera estados de corpos que interagem com a arquitetura, o espaço e a temperatura da cidade; em TAK, a inventividade musical de Walter Smetak surge como pressuposto para a cena, numa tradução física dos conceitos criados e trabalhados pelo compositor e professor. Em maio de 2016, o espetáculo integrou a programação do projeto Bahias Intemporais, no Cine-Teatro Solar Boa Vista, em Salvador.




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