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terça-feira, 22 de maio de 2018

Protesto de caminhoneiros contra alta do diesel para trânsito em todo o país

Protesto de caminhoneiros contra alta do diesel para trânsito em todo o país

Eles protestavam contra impostos do preço do diesel e reajustes constantes, que são parte da política de preços de combustíveis da Petrobras.

Caminhoneiros pararam o trânsito nas principais rodovias brasileiras, nesta segunda-feira (20). Em pelo menos 20 estados e no Distrito Federal eles protestaram contra o preço do diesel.

Em São Paulo, teve carreata e buzinaço. Os caminhoneiros protestaram nas marginais Tietê e Pinheiros e bloquearam os dois sentidos da rodovia Régis Bittencourt, na região metropolitana. Um dos acessos ao porto de Santos foi fechado.

Manifestações nas regiões de Feira de Santana e Jequié, marcaram a madrugada de segunda-feira dos caminhoneiros que se organizaram para protestar contra o preço dos combustíveis em todo o país. Na Bahia, essa mobilização começou desde as primeiras horas da madrugada, de acordo com a Via Bahia, concessionária que administra duas das principais estradas da Bahia.

Desde outubro de 2016, a Petrobras repassa as variações do mercado internacional pras refinarias no Brasil. Mas em julho do ano passado, os reajustes, que eram mensais, passaram a ser mais frequentes, até diários, para acompanhar as flutuações do dólar e as cotações do petróleo e derivados.

A Petrobras pode reduzir ou aumentar os preços. Só que com a disparada do barril de petróleo nos últimos meses, a gasolina e o diesel ficaram mais caros. Só na semana passada, foram cinco aumentos.

O preço do diesel nas refinarias saiu de R42,21 por litro pra R$ 2,34. Hoje, em meio aos protestos, a estatal anunciou o sexto aumento consecutivo. A partir de amanhã, as distribuidoras vão pagar R$ 2,37 no litro do diesel.

Mas o consumidor paga bem mais que isso: R$ 3,59, em média, por litro. O preço nas bombas é o resultado de toda a cadeia do combustível. Pouco mais da metade é o que a Petrobras cobra nas refinarias; 13% são tributos federais - a Cide, o Pis/Pasep e o Cofins -; 16% vêm do ICMS - imposto estadual que tem alíquotas diferentes de estado pra estado. Ou seja, do preço que o brasileiro paga pelo diesel, em média, quase trinta por cento são só impostos.

Tem ainda o custo do biodiesel, que é misturado ao diesel: 7%. E a margem de lucro das distribuidoras e dos postos de combustíveis: 9%.

De julho do ano passado pra cá, quem usa diesel passou a pagar 21% mais caro. Só esse ano, o aumento nas bombas chegou a 8%, bem acima da inflação.

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