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domingo, 24 de junho de 2018

Cuidados básicos evitam acidentes no período junino

Cerca de 40% das internações hospitalares são decorrentes de acidentes de trânsito. De 2000 a 2017 foram registradas 34.534 mortes em acidentes de trânsito, o equivalente à população de cidades baianas como Cachoeira ou Riachão do Jacuípe. Deste total, 6.695 pessoas estavam dirigindo motos, enquanto 12.080 eram ocupantes de carros.

Os acidentes de moto representam hoje o maior e mais grave problema de saúde pública do estado, tendo em vista os elevados custos econômicos e sociais, além da elevada taxa de ocupação de leitos hospitalares, visto que são pacientes politraumatizados.

Em 2018, até junho, já somam 723 óbitos por acidentes de trânsito. Por isso, nesta época do ano, em que muitos pegam a estrada para curtir os festejos juninos no interior do Estado, o alerta é redobrar os cuidados, sobretudo considerando que uma das bebidas mais consumidas durantes as festas é o tradicional licor. Muito adocicado, a pessoa vai bebendo e pode demorar de perceber o efeito do álcool, que não combina com direção. E este ano, tem mais um agravante, os jogos da Copa do Mundo, que pedem uma bebida para acompanhar as comemorações.

Mas Edna Pereira Rezende, que faz parte do Grupo de Trabalho de Causas Externas da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), ressalta que, além do álcool, outros fatores influenciam para o alto índice de mortalidade no trânsito. De acordo com a técnica, vai desde fatores comportamentais, passando pela falta de revisão do veículo antes da viagem, até aqueles motoristas que só dirigem no perímetro urbano e, nesta época, decidem enfrentar as estradas. "São fatores que, mesmo com todas as barreiras físicas como redutores de velocidade, passarela, fiscalização, não conseguem impedir os acidentes". De acordo com ela, a maioria dos óbitos ocorre com homens na faixa etária entre 20 a 29 anos.

Edna Rezende orienta que, antes de pegar a estrada, é necessário fazer revisão nos carros; não beber (motorista); ter cuidado para não dormir ao volante, sobretudo pessoas que tomam algum medicamento que induzem ao sono; utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), por exemplo, o uso de capacete, no caso de motos; ficar atento à sinalização e à velocidade permitida para a via que estiver trafegando, dentre outros.

 Ascom Sesab 

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