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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Palestra sobre controle do tabagismo


Palestra discute controle do tabagismo no Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Em referência ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado nesta quarta-feira (29), o Setor de Prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) do Município promoveu hoje uma palestra para celebrar os dez anos do Programa Municipal de Controle do Tabagismo (PMCT) no Distrito Sanitário Itapuã, que vem contribuindo para os bons resultados apresentados por Salvador. 

O evento voltado para profissionais de saúde ocorreu das 14h às 17h no auditório da Faculdade Ruy Barbosa, na Avenida Luís Viana (Paralela).

A enfermeira Soraya Castro, do Setor de Doenças e Agravos do Município, e a psicóloga Rosanne Jessouroun apresentaram um panorama da situação dos fumantes no país e, em Salvador, do atendimento prestado pela rede Municipal de Saúde, além do resultado da dedicação do grupo de trabalho do Distrito Sanitário de Itapuã. Soraya ressaltou que o tabagismo é o 2º maior fator de risco causador de mortes prematuras no país, responsável por 12,6% de todas as mortes que ocorrem no país, por cerca de 470 mil infartos e internações por doenças cardíacas, cerca de 59 mil casos de acidente vascular cerebral e de 73,5 mil casos de câncer. Mesmo diante desse cenário, Salvador se destaca por ser a cidade com menor índice de fumantes (4,1%) entre as capitais brasileiras.

O dado é resultado das ações de conscientização e do tratamento voltado para fumantes realizado pelo PMCT em 47 unidades da rede municipal de saúde. Em 2017, 832 fumantes participaram da primeira consulta de avaliação clínica dos grupos de trabalho do Programa de Controle do Tabagismo no município. Dentre eles, 340 conseguiram deixar de fumar até o final das ações anuais do programa, ou seja, 41%.“Esse evento tem como um dos objetivos parabenizar e prestigiar as pessoas que já participam dos grupos do Programa de Controle ao Tabagismo e incentivar a ampliação da iniciativa. 

Ainda que Salvador seja a capital com o menor número de fumantes, 85.822 pessoas ainda fumam na capital, por isso temos um desafio imenso e estamos estabelecendo metas para ampliar a atuação do programa”, afirmou Soraya.Tratamento – Para realizar o tratamento de forma totalmente gratuita, o interessado deve comparecer a um dos postos de referência da estratégia, munido com o cartão SUS de Salvador e documento oficial de identificação com foto para realização da inscrição. 

Na oportunidade, o paciente passará por uma entrevista para avaliar o grau de dependência. O próximo passo é a participação numa reunião em grupo com os demais participantes do programa. Os pacientes precisam ser maiores de 18 anos.O acompanhamento das pessoas que decidem participar do PMCT é feito por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, dentistas, enfermeiros e assistentes sociais, dentre outros especialistas. O fumante participa de quatro a cinco encontros, sendo um por semana, com o objetivo de estimulá-lo a parar de fumar, seja de forma imediata ou gradativa. Além disso, o paciente recebe cartilhas informativas sobre o tabagismo. Aqueles com grau dependência elevado recebe a indicação de medicamentos oferecidos gratuitamente pelo SUS.

Programa – Desde a implantação do programa, mais de 5 mil pacientes foram tratados na cidade. No ano de 2016, 45% dos usuários acompanhados pela estratégia pararam de fumar, segundo monitoramento realizado no mesmo ano. “Parar de fumar é um processo que envolve várias etapas de motivação, que vão desde a fase de negação – em que o fumante não admite que o tabagismo seja uma doença e, portanto, não quer parar de fumar –; até a fase em que se encontra preparado para realizar a mudança do estilo de vida”, explicou a técnica do setor de Doenças Crônicas Não Transmissíveis/Tabagismo, Carla Germiniana da Silva. Ainda de acordo com Carla, podem ocorrer recaídas durante processo. “Por isso é importante que a pessoa em abstinência permaneça ainda na fase de manutenção do tratamento, onde é acompanhado pelo profissional de saúde, pois o risco nessa fase de recaída é alto”, frisou.

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