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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Redes sociais, gadgets e app, a sociedade imersa


Redes sociais, gadgets, aplicativos. 

A sociedade atualmente está imersa em todas as facilidades que as novas tecnologias podem trazer, mas também estão dentro dos conflitos e afastamento que elas podem causar. Reconhecendo a importância de uma temática tão urgente para este século e para a última década, a atriz Nayara Homem sentiu-se impactada ao ler o roteiro do curta-metragem “Em Cima do Muro”. 

Com quinze anos de carreira no teatro e no audiovisual, para Homem é extremamente importante sentir-se conectada com o discurso de cada produção que participa. A tecnologia é algo que a artista vê como estimulante e de profunda criatividade humana. Contudo, ela aponta que é preciso estar atento a quantidade de tempo gasta dentro das redes para que outros elementos do cotidiano não sejam deixados de lado. 

Interpretando a personagem Amélia, todos estes pensamentos e ideias foram colocados dentro de seu processo de criação de seu trabalho mais recente. “Eu fiquei praticamente todo o tempo do set nas redes sociais, postando, é como alimento mais a vida de Amélia e ouvindo música, pra me desconectar do universo por trás das câmeras, pra cenas em que ela está mais animada Katy Perry foi a escolhida e pra cena mais emocionada da personagem ouvir Rubel foi super importante”. 

A entrega e forte concentração no set de filmagem são traços observados por quem trabalha com a atriz. Hilda Lopes Pontes é a diretora e roteirista de “Em Cima do Muro” e conta como Nayara Homem tem sido presença constante em seus curtas. Com um ano de parceria, elas já estão no quarto filme juntas e conseguem afinar seus pensamentos e estilos de forma muito dinâmica. 

As duas buscaram transmitir na tela todas as praticidades e tensões que as conversas pela internet podem trazer. Pontes acredita que nem todos estão preparados para enfrentar as discussões e ter o espaço que o ambiente digital fornece e isso precisa ser mostrado. “A arte é o espaço ideia para questionarmos os usos culturais da tecnologia, seja para propor novos ou simplesmente levantar um incômodo”, elucida Pedro Souza, jornalista e doutorando em Comunicação, pela Universidade Federal da Bahia. 

O pesquisador foca em estudar o comportamento das pessoas na internet e enxerga o ambiente artístico justamente como um espaço de questionamentos e experimentações. Para ele, pensar e analisar o uso das tecnologias é essencial não apenas para o momento atual como para o futuro. 

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