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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Setembro amarelo: Mês de prevenção ao suicídio



Setembro amarelo: mês de prevenção ao suicídio.

 De acordo a OMS, o suicídio é um grave problema de saúde pública mundial, registrando números alarmantes: em torno de um milhão de suicídios por ano no mundo, o que representa uma média de um suicídio a cada 40 segundos. Entre os países, o Brasil ocupa o 8º lugar no ranking, registrando quase 12 mil mortes anualmente, uma média de 1 suicídio a cada 35 minutos. 

O cenário fica ainda mais sombrio quando se percebe que o maior índice de morte por este agravo está entre jovens de 15 a 29 anos, representando, em nosso país, a 3ª causa de morte nesta faixa etária. 

Na Bahia, os dados apontam que entre 2010 e 2017 foram contabilizados 3.324 casos de suicídio, e esse ano, até agora, foram 286 mortes por suicídio.

Com o objetivo de dar visibilidade ao problema e conscientizar a sociedade acerca desta grave questão de saúde pública, foi criado em 2003, pela IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro, quando são realizadas ações em mais de 70 países. 

Na Bahia, o Núcleo de Estudos e Prevenção do Suicídio (NEPS), da Secretaria da Saúde do Estado, marcou a data com um ato contando com a participação de pacientes, familiares e profissionais da unidade, que soltaram balões e pipas amarelas, representando o “Setembro Amarelo”, mês em que são desenvolvidas as atividades de prevenção ao suicídio. 

O evento aconteceu na área externa do Núcleo, anexo ao Hospital Geral Roberto Santos.Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Soraya Carvalho, coordenadora só NEPS, “é preciso desmitificar e reduzir o estigma em torno das pessoas que decidem tirar a própria vida, por encontrarem na morte a única saída para o insuportável da existência. 

Vale ressaltar que estudos mostram uma grande correlação entre suicídio e alguns transtornos mentais, a exemplo da depressão.” Ela acrescenta que nem todos os deprimidos se suicidam, assim como nem todos os que se suicidam cursam com uma doença mental. “Mas, em qualquer que seja a situação, se trata sempre de um sofrimento psíquico extremo e intolerável, e por isso, a melhor forma de prevenir o suicídio é oferecer à pessoa que sofre um espaço para falar de suas dores sem que ela seja julgada, recriminada ou rotulada como fraca ou egoísta”, concluiu.

O NEPSCriado em 2007, o Núcleo de Estudos e Prevenção do Suicídio (NEPS) integra a estrutura do Centro de Informações Antiveno (Ciave), que funciona anexo ao Hospital Roberto Santos. O serviço, além do acompanhamento psicológico, disponibiliza atendimento psiquiátrico ambulatorial, terapia ocupacional e reuniões informativas para familiares de pacientes que tentaram suicídio.

A coordenadora do Núcleo, Soraya Carvalho, conta que o serviço é voltado ao atendimento de pacientes com depressão grave e risco de suicídio. “Atualmente, somos referência na Bahia e também estamos exportando o modelo para outros centros no Brasil”, revela a psicóloga, acrescentando que está em andamento um projeto de ampliação do Núcleo, para transformá-lo no 1o. 

Centro de Referência Estadual em Prevenção do Suicídio do Brasil.

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