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sábado, 3 de novembro de 2018

Paciente volta pra casa depois de 217 dias internada


Depois de 217 dias internada no HGE, paciente volta pra casa.

Depois de 217 dias de internamento no Hospital Geral do Estado (HGE), Marcela Santos de Souza, 37 anos, pode finalmente retornar para sua residência, no bairro de Nova Brasília, em Salvador, onde continuará tendo o acompanhamento da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio do programa de internação domiciliar. 

Em casa, Marcela será acompanhada por uma técnica de enfermagem durante 6 horas por dia, para a realização de curativos e também para auxiliar os familiares em alguns procedimentos rotineiros, como banho e alimentação.

Além disso, ela será acompanhada por uma equipe multidisciplinar, com médico, nutricionista, fisioterapia e enfermagem. Com algumas limitações, por conta da patologia que apresentou e do longo período de internamento, Marcela está aos poucos se recuperando no ambiente familiar, contando o auxílio de fonoaudiólogo, fisioterapeuta e demais profissionais da equipe do programa.

Marcela deu entrada no HGE com um quadro de fraqueza muscular e algumas limitações motoras. Depois de ser submetida a exames neurológicos, teve o diagnóstico de uma doença neurológica rara – doença de Devic ou eneuromielite óptica (NMO), um problema que leva à desmielinização do sistema nervoso.

Em função da gravidade e de limitações impostas pela doença, como a dificuldade de respirar, passou por diversos procedimentos. Foram vários episódios de pneumonia, idas e vindas para a Unidade de Terapia Intensive (UTI), e finalmente a alta hospitalar. “Queremos dar mais qualidade de vida aos pacientes atendidos pelo programa”, afirmou o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, durante um encontro com gestores municipais de saúde, nesta quarta-feira (31). 

Ele destacou que mais de 500 pacientes já puderam continuar seu tratamento em casa. No evento ele explicou como funciona o programa, que possibilita que os pacientes contemplados sejam assistidos em casa, por equipes multidisciplinares, formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, nutricionistas, odontólogos, psicólogos, farmacêuticos e terapeutas ocupacionais. 

Eles terão garantido um conjunto de ações de prevenção e tratamento de doenças, reabilitação, paliação (cuidados paliativos) e promoção à saúde, garantindo continuidade da assistência. Ainda no encontro, o Secretário fez uma exposição sobre a ideia de que pacientes crônicos, que hoje estão em unidades estaduais, possam continuar o tratamento em hospitais de pequeno porte. “São cerca de 700 pacientes que precisam de cuidados hospitalares mais simples e podem ser transferidos para unidades de menor complexidade”, afirmou. 

Segundo ele, a iniciativa é poder fazer com que os pacientes possam estar em locais mais próximos de sua residência, além de liberar leitos para atender pacientes de maior complexidade.

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