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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

BTCA apresenta tríade de espetáculos na Sala do Coro do TCA

Com duas sessões cada, “Tamanho Único”, “CHAMA: Coreografia para artistas incendiárixs” e “Lub Dub” compõem recente repertório da companhia
 
Desde setembro, a Nova Sala do Coro do Teatro Castro Alves (TCA) vem sendo palco para uma diversa programação de retomada, reintegrando artistas e públicos na rotina do espaço, totalmente reformado. Em janeiro e fevereiro, uma agenda complementar garante a continuidade desta ocupação especial, com concertos da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), temporada da peça “Em Família”, show do artista baiano Paquito e espetáculos do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), que coloca em cena três de suas mais recentes criações, num apanhado de sua bem-sucedida trajetória dos últimos dois anos.
 
A tríade começa nos dias 23 e 24 de janeiro, com “Tamanho Único”. Estreada em julho de 2018, a obra é um conjunto de solos com temas livres interpretados por integrantes da companhia, criados por eles próprios e por convidados externos: o coreógrafo Augusto Soledade (Brasil/Estados Unidos) e o pesquisador em dança Leo Serrano (Argentina). O conceito da obra coreográfica, desenvolvido junto ao Núcleo de Pesquisa e Assessoria Artística do BTCA e com alguns dos bailarinos, fundamenta-se na possibilidade de se construir, a partir da relação com a plateia, um espetáculo único a cada apresentação. As cenas abordam temas contemporâneos contextualizados nas experiências sociopolíticas e culturais dos criadores e bailarinos.
 
Nos dias 30 e 31 de janeiro, volta a cartaz CHAMA: Coreografia para artistas incendiárixs”, estreado em dezembro com três sessões esgotadas na própria Sala do Coro. Dirigida pelos coreógrafos Jorge Alencar e Neto Machado, a montagem tem como disparador o incêndio do Museu Nacional, ocorrido em setembro passado, no Rio de Janeiro, e aborda questões de memória, construção e reconstrução, questionando nossas atitudes diante de ruínas. Se você tivesse poucos segundos para proteger algo de um incêndio, o que você traria consigo? Na sala esfumaçada, os artistas são como um corpo de bombeiros ou um grupo de resgate, um conjunto de guarda-vidas cujos corpos também estão queimando. É uma emergência.
 
Por fim, nos dias 6 e 7 de fevereiro, é a vez de “Lub Dub”, aclamado pelo público e considerado um dos 10 espetáculos de dança fundamentais de 2017 pela revista Bravo!. Criada pelo dançarino, coreógrafo e compositor sul-coreano Jae Duk Kim, a coreografia percussiva é uma intensa alternância de movimentos de tração e estremecimento, dinamismo e relaxamento, ritual e contemporâneo. Eleva o “lub” e o “dub” – como são chamados os sons do coração produzidos pela abertura e fechamento das válvulas que permitem a passagem do sangue – a uma metáfora sobre a vida, sobre a própria humanidade e sua energia vital, que motiva e sustenta o movimento do corpo: o corpo que pulsa, medita, protesta e luta.
 
Todas as sessões são às 20h, com ingressos a R$ 10 e R$ 5, já à venda na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista ou pelos canais da Ingresso Rápido. Acesse página de vendas em http://site.ingressorapido.com.br/tca.
 
SERVIÇO
BALÉ TEATRO CASTRO ALVES (BTCA)
Quando:
23/1 e 24/1 (qua e qui), 20h: Tamanho Único
30/1 e 31/1 (qua e qui), 20h: CHAMA: Coreografia para artistas incendiárixs
6/2 e 7/2 (qua e qui), 20h: Lub Dub
Onde: Sala do Coro do Teatro Castro Alves
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Classificação indicativa: 12 anos

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