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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Bethânia e Zeca encerram a turnê do show "De Santo Amaro a Xerém" em Salvador

Salvador, 26/01, sábado, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves



Tudo começou na gravação do CD/DVD "O Quintal do Pagodinho" em 2016, quando cantaram juntos “Sonho Meu”, de Dona Ivone Lara. A parceria progrediu e, dois anos depois, Maria Bethânia e Zeca Pagodinho dividiram o palco pela primeira vez na turnê “De Santo Amaro a Xerém”, que teve lotação esgotada nas seis capitais por onde passou no início do ano. Em novembro de 2018, os dois artistas retomaram o espetáculo para marcar o lançamento do DVD, gravado no Citibank Hall em São Paulo, pela gravadora Biscoito Fino, levando ao público a magia deste encontro.



A primeira fase da turnê passou por Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília. Esta volta estreou em Brasília no dia 24/11, passou por Porto Alegre, dia 28/11, São Paulo, dia 08/12, Rio de Janeiro, dia 15/12, Maceió, dia 18/01, e se encerra em Salvador no sábado, dia 26/01, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves.



Batizado de "De Santo Amaro a Xerém" o projeto é uma referência à cidade natal de Bethânia e ao município fluminense onde Zeca tem seu sítio. “Quando marcamos os shows, conversamos, Zeca e eu, sobre o que nos une. O samba de roda da Bahia, o samba do Rio de Janeiro, a música, o gosto musical de cada um. Ele é um extraordinário intérprete do samba bem construído baiano. Falamos muito do que unia Santo Amaro e Xerém, Portela, Mangueira, sobre o prazer da cena. Porque pra fazer um show juntos tem que ter um sentido. Fazer uma música é uma coisa e um espetáculo em dupla é diferente”, conta Bethânia sobre como tudo se desenhou. “Zeca é uma personalidade muito forte e eu sou baladeira, sou da MPB, canto de tudo, do bregão vou para Fernando Pessoa, para a poesia misturada. Então isto tinha que estar bem claro, ele nitidamente com as potências dele e eu com as minhas”. 



“Fui a casa dele porque, antes de mais nada, eu precisava ouvi-lo falar, dizer do que gosta e o que ele estava com vontade de fazer. Sabia que ele gostava do meu trabalho, da parte teatral que é dos anos 70, quando Fauzi Arap trouxe o teatro para minha gira. E me impressionou o conhecimento dele do cancioneiro brasileiro. Ele me contou que a família dele é toda de músicos, de música de muita qualidade, muito nobre. E, naturalmente, cantarolou algumas coisas e falou da paixão por Silvio Caldas, que é uma paixão comum. Aí eu falei: mais um elo. E insisti para que cantasse “Chão de Estrelas” que está no show com o registro lindo que ele faz. ”



“Está sendo muito legal essa amizade com BethâniaEla me ensinou a ser um outro Zeca. Me fez ensaiar, cantar coisas que nunca cantei”, conta Zeca. “Os shows têm sido muito bacanas. Aprendi muito com ela, principalmente a não ficar muito preocupado. Ela diz, ‘Zeca vamos nos divertir’ e é isto que estamos fazendo no palco”, completa.



O repertório, assinado pelos dois e costurado pelo samba, veio cheio de referências de cada um. No show Bethânia e Zeca se alternam no palco e em duo em vários momentos e trazem surpresas como o “Você Não Entende Nada” (Caetano Veloso), com a divisão peculiar do Zeca, e Bethânia emenda com “Cotidiano” (Chico Buarque) e mais três músicas inéditas como a canção “A Surdo 1”, de Adriana Calcanhoto sobre a Mangueira, duas de Leandro Fregonessi, “De Santo Amaro a Xerém” e “Pertinho de Salvador” e a música de abertura “Amaro Xerém”, um autêntico samba de roda da Bahia escrito especialmente para o show por Caetano Veloso a pedido de Bethânia, depois de mais de 20 anos sem fazer uma canção para ela. Num dos versos da letra, ele diz: “Por essa luz eu disparo/ Sem repetir nehémnhémnhém/ O Brasil é que é meu faro/Levaremos tudo além/ É no samba que eu preparo/ De Xerém a Santo Amaro/ De Santo Amaro a Xerém...”



Quando não estão juntos, tomam rumos opostos: cada um abre sua parte solo com um clássico: Zeca vem com “A Voz do Morro” (Zé Kétti) e Bethânia com “Falsa Baiana” (Geraldo Pereira), por exemplo, e revisitam sucessos da carreira de ambos, como “Café Soçaite” (Miguel Gustavo),Marginália” (Gilberto Gil e Torquato Neto),Negue” (Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos),Reconvexo” (Caetano Veloso) e “Ronda” (Paulo Vanzolini), na voz de Bethânia. Ou “Coração em Desalinho” (Monarco e Ratinho),Não Sou Mais Disso” (Zeca Pagodinho e Jorge Aragão), Samba pras Moças” (Roque Ferreira e Grazielle) e “Vai Vadiar” (Monarco e Ratinho) cantadas por Zeca.



Em sets separados, homenageiam as escolas de samba às quais são ligados afetivamente. Enquanto Bethânia celebra a Mangueira com “Atrás da Verde-e-Rosa Só Não Vai Quem já Morreu” (David Correia, Paulinho Carvalho, Carlos Senna e Bira do Ponto), “Chico Buarque da Mangueira” (Nelson Dalla Rosa, Vilas Boas, Nelson Csipai e Carlinhos das Camisas) e “Exaltação à Mangueira” (Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa), Zeca vem de “Portela na Avenida” (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro),Lendas e Mistérios da Amazônia” (Catoni, Jabolô e Valtenir) e “Foi um Rio que Passou em Minha Vida” (Paulinho da Viola).



A direção musical é de Jaime Alem (violão) e Paulão Sete Cordas (violão) e a banda é formada pelos dois, mais Rômulo Gomes (baixo), Paulo Dafilin (violão e viola), Marcelo Costa (bateria/percussão), Jaguara (percussão), Esguleba (percussão), Alessandro Cardozo (cavaquinho) e Vitor Mota (sax e flauta).



A luz é assinada por Maneco Quinderé e o figurino de Maria Bethânia por Gilda Midani e o de Zeca Pagodinho por Juliana Maia.



SHOW: “DE SANTO AMARO A XERÉM” - MARIA BETHÂNIA E ZECA PAGODINHO

Local: CONCHA ACÚSTICA do TEATRO CASTRO ALVES - Praça Dois de Julho, s/n - Campo Grande, Salvador BATel (71) 3535-0600

Data: 26/01/2019, sábado

Horário: 19h

Classificação: 14 Anos

INGRESSOS ESGOTADOS:

SETOR PLATEIA - R$140,00/R$70,00

SETOR CAMAROTE - R$280,00/R$140,00

 

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