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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Filme sobre carnaval angolano é exibido na Casa de Angola


“Carnaval da Vitória”, de António Ole, retrata os festejos de 1977, primeiros após a independência do país
 
Nesta temporada pré-carnavalesca, mais uma parceria do Goethe-Institut Salvador-Bahia com a Casa de Angola na Bahia apresenta o filme “Carnaval da Vitória” (1978, 40 min.), do diretor angolano António Ole, um dos mais importantes artistas do seu país. A obra, que retrata o primeiro carnaval após a independência de Angola, em 1977, é a primeira de um projeto que permaneceu inacabado desde o início dos anos 1980 e que agora será efetivado com apoio do Goethe-Institut: “A Trilogia do Carnaval”, realizada por Ole em conjunto com os curadores André Cunha (Angola) e Nadine Siegert (Alemanha) – que foi residente do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut em 2017. André e Nadine estarão presentes na exibição, no dia 25 de fevereiro (segunda-feira), às 18h, na Casa de Angola, e participam de um bate-papo com a plateia, com mediação de Benjamim Sabby. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é livre.
 
“A Trilogia do Carnaval” se completa com um documentário sobre o Carnaval Mardi Gras de Nova Orleans, ainda inacabado, e um terceiro filme a ser rodado em 2020 no Carnaval do Nordeste do Brasil, documentando assim a história do Atlântico Negro e as conexões transatlânticas da África, América do Norte e América do Sul através das expressões culturais carnavalescas.
 
André Cunha, curador independente, estudou em Lisboa e trabalhou durante vários anos entre Angola e Portugal, com destaque para os projetos no Hangar (Lisboa) e o “Fucking Globo”, em Luanda. Em “A Trilogia do Carnaval”, é responsável pela pesquisa e apoia António Ole na reunião dos três filmes e dos materiais de arquivo. Nadine Siegert, que fará pesquisa, texto e edição no projeto, é chefe adjunta do Iwalewahaus, museu e centro de pesquisa da Universidade de Bayreuth, Alemanha. Estudou Etnologia, Filosofia e Sociologia. Desde 2006, trabalha na instituição e já atuou como pesquisadora em projetos de pesquisa para artes midiáticas e como curadora de exposições sobre arte contemporânea africana. Em 2013, concluiu doutorado em Arte Contemporânea em Angola, pela Bayreuth International Graduate School of African Studies. Desde 2016, coordena o projeto de pesquisa “African Art History and the Formation of a Modernist Aesthetic” (‘História da Arte Africana e a formação de uma Estética Modernista’) e investiga a estética socialista na África, especialmente a iconografia de militantes femininas na África lusófona.
 
Sobre o Goethe-Institut Salvador-Bahia – Instituto cultural da República Federal da Alemanha, o Goethe-Institut, fundado em 1951, se dedica a fomentar o diálogo entre culturas e é a maior instituição de ensino de alemão no mundo. Atualmente, dispõe de uma rede de 159 unidades em 98 países de todos os continentes. A unidade do Goethe-Institut Salvador-Bahia foi criada em 1962 e, desde então, promove a aprendizagem da língua alemã, divulga uma imagem abrangente da Alemanha e realiza colaborações locais, nacionais e internacionais na área da cultura, com numerosos parceiros públicos e privados. É um espaço disposto ao exercício artístico-cultural, realizando ações próprias e oferecendo suporte a iniciativas de variadas espécies. Dispõe de teatro, foyer, galerias, biblioteca, ateliês, estúdios, salas de aulas, praças, pátio e café. Após mais de meio século de atividades contínuas na cidade, iniciou, em 2016, o Programa de Residência Artística Vila Sul, com a proposta de fortalecer interlocuções entre o Brasil e demais países do hemisfério Sul a partir do acolhimento de artistas e agentes culturais de diversas áreas, linguagens e origens. Mais de 60 residentes já experimentaram esta oportunidade.
 
Sobre a Casa de Angola na Bahia – Por iniciativa do Governo de Angola, a Casa de Angola na Bahia foi inaugurada em 1999. O Centro Cultural tem como objetivo principal consolidar os laços culturais entre Angola e Brasil, possibilitando à comunidade baiana o acesso à cultura angolana, em especial, e africana, em geral. A Casa promove e divulga a arte e a cultura angolana, bem como o intercâmbio cultural entre artistas e agentes culturais de Angola e do Brasil, como também de outras origens. Este espaço cultural também está aberto a iniciativas de outras organizações voltadas à cultura brasileira e de outras regiões do mundo. Ao longo dos seus 19 anos de existência, a Casa de Angola tem sido uma referência na cena cultural de Salvador e faz parte do roteiro turístico da cidade. O Centro Cultural Casa de Angola na Bahia tem uma estrutura que oferece ao seu usuário condições privilegiadas para contato com a história de Angola e da África, através de uma biblioteca, uma sala de leitura e de um museu etnográfico com peças da arte clássica angolana representativas dos vários grupos etnolinguísticos de Angola. O Centro possui ainda uma sala de exposições, auditório, uma área de convivência e um jardim, onde acontecem manifestações culturais de diversas linguagens.
 
CARNAVAL DA VITÓRIA
Filme de António Ole (Angola)
1978, 40 min.
Exibição seguida de bate-papo
Com: André Cunha (Angola) e Nadine Siegert (Alemanha)
Mediação: Benjamim Sabby
Quando: 25 de fevereiro (segunda-feira), 18h
Onde: Casa de Angola na Bahia
Quanto: Gratuito
Classificação indicativa: Livre

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